8 Melhores Livros de George Orwell com visões revolucionárias

Nascido nas Índias Britânicas em 1903, George Orwell tem uma obra com um caráter questionador de combate às injustiças sociais e uma clara oposição aos diversos tipos de totalitarismo político. Os melhores livros de George Orwell que mais marcam essa posição são A revolução dos bichos e 1984. 

Identificado como socialista durante boa parte da sua vida, Orwell passou a fazer clara oposição ao regime soviético, notadamente após a ascensão de Joseph Stalin ao poder. Isso fica claro quando analisamos, por exemplo, a passagem de A revolução dos bichos em que os porcos haviam retirado os homens do comando de uma fazenda, mas em determinado momento eles se tornavam exatamente aquilo que no início desejavam combater. 

Orwell também foi um ferrenho crítico dos diferentes tipos de fascismos que surgiram em sua época, ao mesmo tempo que se incomodava que sua obra fosse usada no mundo ocidental como “propaganda” das dita democracias liberais que praticavam um tipo de capitalismo com o qual ele também não concordava. 

O escritor acabou morrendo cedo, aos 46 anos de idade em Londres, mas deixou uma vasta obra, essencialmente política. Vamos conhecer neste texto os melhores livros de George Orwell. 

A Revolução dos Bichos

a revolução dos bichos

A revolução dos bichos é uma das maiores críticas sociais já escritas e é uma obra que está mais viva que nunca (tanto que sempre figura nas listas de livros para se ler), e um dos melhores livros de George Orwell. As críticas sociais e políticas nesse livro não são nada sutis e geram muitas discussões desde que o livro foi lançado.

Na história, ao perceberem que são maltratados, trabalham muito e ganham pouco, os animais de uma fazenda se revoltam contra o fazendeiro e o expulsam daquelas terras.

Um porco ancião é quem convence os outros animais a fazerem essa revolução. Esse porco ancião acaba morrendo, então outros porcos mais jovens assumem a missão de serem os líderes dessa revolução. Aos poucos, os porcos começam a exigir cada vez mais dos outros animais para fazer a fazenda dar certo.

Durante a trama alguns animais tem posições específicas: os cães protegem os porcos, os cavalos sentem que tem algo errado, mas ainda acreditam na revolução, e as ovelhas seguem os porcos cegamente.

Com o passar dos anos, os animais começam a perceber que a revolução não deu em nada. Os porcos já estão andando em duas patas e aliados com os humanos. A parte final do livro traz a seguinte frase reveladora: ” As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco.”

O livro de George Orwell é uma crítica explícita ao comunismo instaurado na URSS, que em sua visão trocou as figuras opressoras: antes os Czares e a Burguesia e agora a Burocracia Estatal Soviética, mas com um povo que continuava sofrido e sem perspectivas. Assim, os socialistas tinham se transformado em opressores, justamente aquilo que eles tinham tentado combater.

1984

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Traduzido para 70 línguas diferentes, considerado um dos melhores livros de George Orwell e com mais de 30 milhões de cópias vendidas, 1984 é o livro que lançou diversos termos que jamais serão esquecidos pelo mundo, entre eles o Big Brother (irmão que tudo vê). 

Esse livro basicamente retrata um mundo distópico, onde somos apresentados à vida de Winston Smith, número 6079, que ocupa uma função no Departamento de Documentação.

Em essência, Smith é um burocrata que tem como objetivo erradicar elementos que possam prejudicar aquele sistema totalitário em que vive. Entre esses elementos estão a individualidade, o livre-arbítrio, o pensamento crítico, o amor. Todos são proibidos.

Mas ele próprio começa a ansiar por mais liberdade e terá que lutar contra o partido único e contra o grande irmão para viver um pouco do que considera humanidade. 

A planta de ferro

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Nos anos de 1930, em Londres, o detetive Gordon tem em suas ambições o desafio ao status quo. Ele declara guerra ao deus do dinheiro, mas como está falido e com poucos amigos, podemos perceber que ele está perdendo aos poucos essa batalha. 

Ele possui uma paixão por Rosemary, que não se aproxima dele justamente porque ele está quebrado, mora numa pensão que mais parece uma espelunca cercada de aspidistra (a planta de ferro).

O pano de fundo do romance, como não poderia deixar de ser numa obra de Orwell, estão o capitalismo, o socialismo e a divisão de classes, tratados sempre de forma humorística. 

Na pior em Paris e Londres

Na pior em Paris e Londres melhores livros de george orwell

Conheci esse livro por intermédio de um professor durante a faculdade de jornalismo, e é presença obrigatória numa lista com os melhores livros de George Orwell. 

É um relato brutal do jovem Eric Arthur Blair (verdadeiro nome de Orwell) quando decide viajar à Paris e dar aulas de inglês. Em pouco tempo foi roubado. Sem economias e roupas acabou perdendo seus alunos. Passou fome, teve subempregos e por fim conseguiu juntar economias para voltar a Londres. 

Na capital britânica, conviveu com os mendigos e viveu se alojando em albergues enquanto lutava para se recolocar profissionalmente. Sua experiência virou o primeiro livro publicado do autor. 

Como morrem os pobres e outros ensaios

como morrem os pobres e outros ensaios

Orwell era um daqueles escritores que acreditava que uma experiência precisa ser vivida para ser transmitida. 

Como vimos no livro anterior aqui na nossa lista de melhores livros de George Orwell, Erich Blair passou por maus bocados durante sua estadia em Paris e depois em sua nova adaptação a Londres. 

Em Como morrem os pobres e outros ensaios o autor ele irá tratar com conhecimento de causa sobre assuntos como a hipocrisia intelectual, mudanças nos costumes e suas experiências como sem-teto, colhedor boia-fria de lúpulo, presidiário e paciente de um hospital público. 

Dias na Birmânia

dias na Birmânia

Neste livros de George Orwell iremos acompanhar a história de John Flory, um madeireiro que vive na Birmânia, na época colônia inglesa. Flory é considerado um bolchevique por seus pares do clube de brancos racistas que frequenta por ser amigo dos “negros”, isto é, os nativos do lugar. Somos apresentados às contradições brutais desse mundo colonial. 

O caminho para Wigan Pier

O caminho para Wigan Pier

Outro dos Melhores Livros de George Orwell. Somos novamente apresentados às contradições brutais do sistema colonial. Isso fica bastante evidente na frase cunhada pelo autor dentro do livr: “No sistema capitalista, para que a Inglaterra possa viver em relativo conforto, 100 milhões de indianos têm que viver à beira da inanição – um estado de coisas perverso, mas você consente com tudo isso cada vez que entra num táxi ou come morangos com creme.”

Orwell já havia tido a experiência da pobreza quase absoluta nos dois anos que viveu como mendigo e trabalhador de subempregos pela França e pela própria Inglaterra, conforme narrado em seu primeiro livro Na pior em Paris e Londres. A isso, somou-se o impacto de dias passados ao lado de mineiros de carvão, o que resultou não só na pioneira peça de new journalism (expressão que só apareceria a partir dos anos 1960, nos Estados Unidos), como também na análise amarga e muitas vezes sardônica da estrutura social, dos preconceitos de classe britânicos e das fragilidades e inconsistências da esquerda intelectual bem-nascida que lemos na segunda parte da obra.

Dentro da baleia e outros ensaios

Dentro da baleia e outros ensaios

A história bíblica de Jonas e a baleia é usada como uma metáfora para aceitar a experiência sem procurar mudá-la. Nós conhecemos os melhores livros de George Orwell por 1984 e A revolução dos bichos, que são fábulas políticas. Agora, vamos conhecer a faceta jornalista do autor, tão cristalina e flexível que acabou se tornando um estilo muito estudados nas faculdades de jornalismo do mundo todo. 

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Crédito de foto: Ivan Radic

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