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Os Sete Maridos de Evelyn Hugo – Resenha Literária

Conhecer as obras de Taylor Jenkins Reid é uma experiência life-changing e essencial e por isso achamos essencial criar essa resenha de Os Sete Maridos de Evelyn Hugo aqui no blog.

Lembro que no fim do ano passado, estava procurando um presente para a nossa madrinha e ao levar essa obra até o caixa de uma livraria aqui da cidade, a atendente comentou: “Nossa, todo mundo está comprando esse livro. Eu só passo ele aqui no caixa. Deve ser muito bom, vou ler”.

Eu, de fato, já conhecia Jenkins Reid, mas a frase ficou marcada na minha cabeça. De fato, as vendas desse livro explodiram nesse ano, ainda mais após o anúncio de que o livro vai virar filme da NETFLIX.

Antes de entrar na história em si é importante ressaltar que Evelyn Hugo é uma personagem ficcional, apenas de muita gente sair acreditando após a leitura do livro que trata-se de uma estrela real. 

O livro é narrado em formato de entrevista. Quando completa 80 anos, a famosa artista Evelyn Hugo recruta a jornalista Monique Grant para escrever a sua biografia e é nesse cenário que vamos descobrindo paulatinamente os segredos mais íntimos (por exemplo: por qual motivo ela havia se casado 7 vezes e por que contar a sua história com essa idade).

No fundo, essa é uma história de amor sobre um romance proibido para os tempos da artista (década de 50), tendo que ocultar esse amor para conseguir dar seguimento à sua carreira.

Esse livro nos revela uma mulher forte que virou sex symbol, protagonizou sucessos, ganhou Oscar, e era um prato cheio para as revistas de fofocas. Mas o que essa mulher teve que abrir mão para conseguir tal sucesso?

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Resenha de Os Sete Maridos de Evelyn Hugo

Começamos nossa resenha de Os Sete Maridos de Evelyn Hugo ressaltando que esse parece ser o livro queridinho do momento e figura nas listas de leituras de muita gente. 

No livro, temos a personagem Evelyn Hugo, uma atriz famosa de Hollywood, que inclusive tinha um Oscar para chamar de seu, querendo fazer uma biografia da sua vida. Ela está com 79 anos nos dias atuais. Sob o pretexto de fazer uma reportagem sobre um leilão de vestidos de sua carreira, Evelyn, contata a revista Vivant e informa que daria uma entrevista exclusiva para a revista, contanto que a repórter fosse a jornalista Monique Grant.

Essa jornalista não possui uma carreira muito importante, com exceção de uma reportagem escrita anteriormente ao seu trabalho na revista sobre o direito das pessoas com doenças terminais escolherem o caminho da própria morte (eutanásia). Tanto ela quanto outras pessoas da revista imaginam que Evelyn havia lido e gostado da maneira de escrita dessa reportagem e, por isso, havia exigido que fosse ela a jornalista. Mas há mais segredos por trás dessa escolha que serão revelados ao longo do livro. 

Monique descobre logo de cara que tudo não passava de um pretexto e que ela deveria contar a vida de Evelyn Hugo. Como essa atriz famosa havia frequentado as colunas de fofoca durante toda a sua vida, especialmente por seus diversos casamentos, a jornalista decide contar a sua biografia baseada nos períodos em que passou com cada marido e tentando demonstrar para o leitor quem seria o grande amor da vida de Hugo – já no começo da entrevista temos a revelação de que essa paixão enlouquecedora de Evelyn não fora nenhum dos maridos, mas sim uma paixão proibida para a época. 

Apesar de o título do livro ser Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, a história contada pela atriz pouco tem a ver sobre eles, tendo mais relação com os períodos que vivenciou em sua vida. Os maridos, geralmente, são utilizados para resolver alguma questão da sua vida (como veremos a seguir), geralmente relacionados a problemas de imagens e segredos que não podiam ser revelados. 

Quem Narra o Livro Os Sete Maridos de Evelyn Hugo?

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Continuando nossa resenha de Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, é importante demonstrar que o livro é escrito em formato de entrevista, cujos capítulos são os nomes do marido e uma alcunha que já dá pistas sobre o que irá acontecer na relação dos dois, além de momentos em que os pensamentos de Monique são intercalados durante a história. 

Ao longo das semanas de entrevista, ela irá admirar Hugo por diversas coisas que fez em sua vida e irá utilizar coisas que aprendeu na entrevista para resolver os próprios problemas pessoas (o fim de um casamento, por exemplo). Mas ela também irá se ressentir com Evelyn por algumas atitudes não tão nobres da atriz. 

Evelyn Hugo: A Construção de Uma Sex-Symbol, Machismo e Preconceito em Hollywood

Dito isso, vamos entender um pouco da construção da Evelyn como atriz. Basicamente ela tem a sua origem em uma família pobre que mora no bairro de Hell ‘s Kitchen, em Nova York, somente com o pai, já que a mãe morrera cedo. Ela sonha em ser atriz e fugir do pai que possui comportamentos estranhos. 

Para conseguir se mudar para Los Angeles, ela usa de um casamento com Ernie Diaz, pois ele estaria se mudando para a costa oeste a fim de trabalhar em um estúdio de cinema. 

Recém chegada na cidade, ela logo percebe que os homens que dominam os estúdios querem se aproveitar dela, e ela decide que iria utilizar isso para catapultar a sua carreira. Ou seja, ela usa o machismo dominante em benefício próprio. 

Além disso, ela esconde todas as suas origens latinas, pinta o cabelo de loiro e para de falar espanhol, pois identificou que isso faria a sua carreira ser melhor aceita. 

Logo cedo, ela conhece Harry Cameron, também produtor – e único homem dos estúdios que não “dá em cima dela”. Essa relação é construída de uma forma muito bonita e acompanhamos a amizade deles durante toda a história. 

Assim, Hugo deve vencer o machismo dominante e o preconceito para tornar-se o que sempre sonhou: uma atriz de sucesso. Além disso, temos que encarar a personagem nem como heroína, nem como vilã, mas sim como humana que é apresentada a diversas situações difíceis durante a vida e é obrigada a fazer escolhas extremamente duras. 

Quem São os Sete Maridos de Evelyn Hugo?

Continuando nossa resenha de Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, precisamos entrar um pouco mais a fundo na relação dela com cada marido. Como comentamos anteriormente, a alcunha de cada companheiro irá dar pistas do que acontece nessas relações, portanto, pare por aqui caso não queira ser atingido por nenhum spoiler acidental

Caso esteja gostando desse resumo, você pode adquirir o livro através dos links aqui do blog. Dessa forma, você irá ajudar na manutenção do site. 

1 – Ernie Diaz (O Pobre)

A relação de Evelyn com Ernie Dias é marcada por sua vontade de ir à Los Angeles e trabalhar em Hollywood. Ela deixa claro que não o ama e que fez isso com esse único objetivo. 

Ele parece ser um homem relativamente bom, mas a partir do momento que ela passa a fazer sucesso, já não combinava mais ser casada com alguém fora do meio. Assim, os estúdios se encarregaram de dar um “prêmio de consolação” para Ernie para que ele aceitasse o divórcio. 

2 – Don Adler (O Maldito)

Don Adler aparece de cara com uma alcunha terrível, já dando pistas de que teríamos revelada a história uma relação conturbada neste capítulo. Esse é um dos capítulos mais tristes de toda a história, em que é dado o foco à violência doméstica. 

Antes dos primeiros episódios de violência, no entanto, Don é citado por Evelyn como seu primeiro grande amor (mas não o amor da sua vida). Foi com ele que ela aprendeu a ter prazer como mulher e a sentir desejos por homens. Ela também vivia uma grande fase em sua carreira, conseguindo papéis importantes como em Mulherzinhas, em que irá contracenar com outras grandes atrizes da época como Celia St. James. 

Aqui, além da violência doméstica, teremos abordados outros temas muito importantes para a história, como a cobrança da mídia para que Evelyn abandonasse a sua carreira e sua luta contra isso. 

Outro fator importante é que neste capítulo começa a ser introduzido o tema da diversidade sexual, demonstrando diversos atores, atrizes e produtores da cena hollywoodiana que eram homossexuais e bissexuais, e que eram obrigados a se esconder pelo preconceito dominante na época. 

Mesmo após os episódios de violência doméstica, Evelyn demora para tomar a decisão da separação, afinal, ela ainda amava Don, causando um sentimento dúbio na sua vida. 

3 – Mick Riva (O Insaciável)

Mick Riva é um personagem explorado por Taylor Jenkins Reid em outras obras, como Daisy Jones And The Six e Malibu Renasce

Ele é um astro do rock mundialmente conhecido que demonstra ser um fã de Hugo. 

Nesse momento da carreira, Evelyn está lutando contra notas na imprensa que diziam que ela estaria em uma relacionamento homoafetivo com Celia St. James – e tem muito medo que esse tipo de reportagem pudesse acabar com sua carreira. 

Para afastar esses rumores, ela decide que iria “seduzir” Riva e casar com ele em Las Vegas. Ela é bem sucedida para afastar as fofocas, mas essa decisão virá com um preço alto a se pagar. 

No dia seguinte do casamento eles se separam. 

4 – Rex North (O Esperto)

Com a carreira relativamente em baixa e com a mídia começando a se interessar por atrizes mais jovens, Evelyn precisava voltar para as manchetes para que seus filmes voltassem a lotar as salas de cinema. 

Rex North fazia um filme com ela e passava pelo mesmo momento de carreira. Assim, eles se engajam em um casamento de fachada, são adorados pela mídia e público e suas carreiras são novamente catapultadas. No entanto, esse falso conto de fadas não poderia durar para sempre. 

5 – Harry Cameron (O Brilhante, Generoso e Sofrido)

Desde o começo do livro, Taylor Jenkins Reid dá pistas que Cameron não era heterossexual. 

Evelyn e Harry decidem também se engajar em um casamento de fachada para que os dois possam viver amores proibidos. Esse casamento é relativamente bem sucedido. 

Eles também decidem que querem ter filhos, e nasce a pequena Connor – única filha dos dois. 

É também nesse capítulo que fica claro para os leitores o porquê de Evelyn ter escolhido Monique Grant para fazer a sua biografia – apesar da jornalista só perceber isso quando Evelyn explicitamente lhe diz os motivos. 

Além disso, é nesse momento que eclodem ao redor dos EUA diversos protestos civis a favor dos direitos LGBTQIA +, e diversos personagens centrais do livro começam a apoiar financeiramente esses movimentos. 

6 – Max Girard (O Decepcionante)

Max é um diretor de cinema francês responsável por alguns dos grandes sucessos de Hugo no cinema. Ele sempre deu sinais que a admirava como mulher. 

Hugo se envolve em um relacionamento amoroso com ele, que termina em decepção, após ela entender que ele não se interessava por ela, mas sim por uma espécie de alterego que ele criara dela em sua imaginação. 

7 – Robert Jamison (O Pacato)

Robert Jamison é irmão de Celia St James e engaja também em um casamento de fachada com Hugo – ele precisava melhorar a sua imagem de galinha e ela queria uma fachada para poder viver o seu grande amor. 

Apesar de não ser um marido de verdade, Jamison serve quase como um pai para Connor, que o admira e decide seguir os seus passos no mercado financeiro. 

Em Quem Evelyn Hugo foi inspirada?

Evelyn Hugo é uma personagem fictícia, mas foi inspirada em grandes nomes do cinema mundial, como Marilyn Monroe, Elizabeth Taylor (que inclusive gravou o filme Mulherzinhas), Ava Gardner e Rita Hayworth. 

Por Que Evelyn Hugo teve 7 maridos?

As circunstâncias da sua vida, as manchetes de jornais, seu romance proibido, o preconceito e as suas perspectivas de carreira a motivaram a ter diversos maridos. Além disso, eles sempre eram utilizados para resolver problemas de imagem, fofocas, ou para esconder coisas que ela não queria revelar. 

Por Que Evelyn Hugo Escolheu Monique Grant (spoiler)?

Após uma famosa reportagem de Monique Grant, Evelyn reconheceu o sobrenome que pertencia a um homem que se relacionava com seu amigo e ex-marido Harry Cameron. 

Tanto Harry como James Grant faleceram em um acidente de carro e Evelyn adulterou a cena para não estragar a biografia do seu ex-marido – Harry estava na direção, e ela modificou a cena para parecer que James fosse o condutor do veículo. Assim, duas informações impactantes são lançadas sob Monique: que seu pai era apaixonado por outro homem (apesar de, à época, casado com sua mãe) e que ele não havia sido o culpado pelo acidente em que morreu (ele estava bêbado, e ela crescera a vida toda com esse peso). 

Outro fato importante para Evelyn ter escolhido Monique é a sua reportagem famosa sobre o direito de morrer. Com 79 anos, Hugo perdera todas as pessoas que importavam, e, ao fim de sua entrevista com Monique, deixa claro que iria tirar a própria vida. Ela contava com o que Monique havia escrito (que as pessoas tinham o direito de escolher o seu momento de morte) para que a jornalista não tentasse impedir o seu destino.  

Quem Era o Verdadeiro Amor de Evelyn Hugo?

O grande e verdadeiro amor de Evelyn Hugo foi Celia St. James, muito embora ela só tenha conseguido viver esse amor em sua plenitude ao fim da vida. 

Durante toda a sua história, Evelyn morria de medo que se essa relação fosse revelada, suas carreiras acabariam – afinal, não havia espaço para relacionamentos homoafetivos na Hollywood da época. Isso fez com que ela tomasse decisões que magoaram Celia várias repetidas vezes. Ela não aguentou algumas das consequências dessas decisões e, por isso, essa relação foi marcada por idas e vindas. 

Vai Ter Filme de Evelyn Hugo?

A NETFLIX confirmou que está produzindo um filme sobre o livro Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, porém ainda não foi confirmada a data de estreia. 

Conclusão

Uma história sublime sobre uma atriz de cinema que teve que abrir mão de muitas coisas, inclusive do grande amor, para que pudesse viver a sua carreira dos sonhos. 

Essa é uma história sobre machismo, preconceito e superação de uma personagem nem boa, nem ruim, mas muito humana. 

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