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As Crônicas de Blackwell: “o Percy Jackson da Mitologia Nórdica”

Hoje, falaremos sobre a ordem dos livros de As Crônicas de Blackwell. Muitos consideram essa trilogia como o Percy Jackson da Mitologia Nórdica, devido a fórmula usada para a construção da narrativa, que é muito semelhante. E você poderá conferir um pouco sobre cada volume neste texto.

Apesar da comparação ser válida, considerando a construção da história, no quesito “cair nas graças da galera”, a obra ainda deixa a desejar. Nesse caso não há comparação. Talvez isso se dê por conta da popularidade das autoras que desenvolveram essa trilogia. Kelley Armstrong e Melissa Marr não são personalidades muito conhecidas no meio infanto-juvenil. Aliás, tiveram bastante sucesso, mas em obras voltadas para outro tipo de público.

A série teve seu primeiro livro publicado no Brasil em 2015, adaptado ao idioma português pela Editora Rocco.

A narrativa tem um ritmo agitado, onde os personagens não tem momentos de paz. Como de praxe em uma literatura baseada em Mitologia Nórdica, os mocinhos estão tentando deter o temido Ragnarok — o fim do mundo.

Com muitas reviravoltas e acontecimentos extraordinários, a trama se desenvolve de um jeito gostoso, que, ao mesmo tempo que explica certas coisas, nos deixa curiosos para descobrir outras.

Bom, se você é um fã de Percy Jackson e das histórias do Rick Riordan, recomendo que você evite ficar comparando. Será difícil não comparar, mas isso pode comprometer a experiência! Atenção: O texto pode conter spoilers a seguir.

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1 – Lobos de Loki

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Lobos de Loki é o primeiro volume da ordem dos livros de As Crônicas de Blackwell. A narrativa se passa na pequena cidade de Blackwell, onde a maioria das pessoas são descendentes dos deuses.

Aqui somos apresentados ao descendente de Thor, Matt Thorsen, um menino de 13 anos que passou sua infância sabendo da sua origem e dos seus grandes poderes. Até agora, ele não havia dado tanta importância a essas coisas, mas, quando as runas revelam que o Ragnarok está próximo, sua postura começa a mudar.

Um detalhe curioso é que ele carrega um artefato poderoso que o ajuda a detectar ameaças e, também, o faz sentir quando é preciso se controlar para que o pior não aconteça.

Ainda temos outros dois protagonistas na história: os descendentes de Loki — Fen e Laurie. Não faz tanto tempo que Fen se transformou pela primeira vez, e a Laurie está sempre encarregada de segurar as emoções dele para que não acabem encrencados.

A narrativa, em terceira pessoa, alterna entre Matt e os primos Fen e Laurie. Isso permite que os leitores tenham um bom repertório de perspectivas e uma visão bem ampla sobre o universo e os acontecimentos.

Como é de se esperar, Matt não tem uma boa relação com esses dois, mas o que está por vir os obrigará a fazer as pazes. Depois de Matt ser anunciado como o campeão de Thor, ele precisará unir as forças de todos os descendentes presentes contra o Ragnarok.

Então, Fen e Laurie serão muito importantes na busca pelos outros. Por isso, eles precisarão deixar as desavenças de lado e trabalhar em conjunto. 

O enredo, inegavelmente, é muito atrativo para o público infanto-juvenil, mas também não há como negar que não é muito original. Realmente, para quem já viu Percy Jackson, ficará muito clara a semelhança e a comparação será difícil de evitar.

No mais… É uma leitura agradável, onde você poderá acompanhar o desenvolvimento de personagens bem carismáticos e cativantes. E poderá torcer por eles na luta contra o fim do mundo.

2 – Corvos de Odin

Corvos de Odin

Corvos de Odin dá continuação à ordem dos livros de As Crônicas de Blackwell. Este segundo volume começa logo após os momentos finais da última trama.

No final do último livro, tivemos um acontecimento trágico, que chocou muitos dos leitores — a morte Baldwin, um personagem muito querido. Contudo, a história não poderia continuar sem ele e, então, seus amigos (Matt, Fen e Laurie) vão em uma aventura para Hell, o submundo da Mitologia Nórdica. Uma viagem frenética em busca de Baldwin! Eles vão encontrar criaturas insanamente horripilantes: um gigante de fogo de duas cabeças, vikings zumbis e um cachorro enorme com 4 olhos compõem a lista de desafios dos protagonistas.

No entanto, isto é apenas o começo. A trama não se passa apenas em Hell, pois nós ainda acompanhamos os personagens principais unindo outros aliados e indo em uma busca emocionante pelo Martelo de Thor. Mais uma vez, eles precisam salvar a humanidade.

A narrativa traz muitos personagens coadjuvantes incríveis e com um bom desenvolvimento, o que é sempre bom, pois enriquece muito a trama. Mas, ao mesmo tempo, as autoras conseguem manter um nível de objetividade satisfatório, não perdendo tanto tempo com algum tipo de subtrama.

Falando sobre os protagonistas, Matt talvez tenha sido o que mais amadureceu até aqui. É muito interessante observar seu desenvolvimento.

No caso do Fen, neste segundo livro, temos muito mais oportunidade de conhecê-lo. Entendemos melhor seus motivos para ser tão desconfiado. Mas, com o tempo, assim como os outros, Fen vai amadurecendo e entendendo sua importância no Ragnarok.

Por outro lado, também temos a Laurie, que ganha um pouco mais de destaque. Ao invés de ficar sempre à sombra de Fen, ela passa a ser uma verdadeira combatente nas batalhas

Também é importante falar sobre o misterioso Owen, um personagem que já conhecíamos, mas que, agora, conhecemos mais sobre ele e seus corvos. Ele tem um papel muito importante na trama.

3 – Serpentes de Thor

Serpentes de Thor

Este volume fecha a trilogia As Crônicas de Blackwell. Em Serpentes de Thor, temos mais uma trama cheia de aventuras, com desafios horripilantes pela frente.

Até aqui, conhecemos muitos personagens incríveis e nos apegamos a eles, pois já passaram por poucas e boas e vieram amadurecendo muito ao decorrer dos volumes. Frey, Freya, Owen e  Baldwin chegam neste volume com bastante destaque e com suas personalidades bem trabalhadas pelas autoras.

Quanto aos que são protagonistas desde o princípio, apesar dos atritos — o que é normal em um grupo de adolescentes, mesmo que sejam filhos dos deuses —, o grupo de descendentes esteve sempre unido em prol de uma batalha em comum. Entretanto, desta vez Matt, Fen e Laurie descobrem que cada um tem uma missão própria. Dessa forma, eles terão de se manter fiéis, não apenas uns aos outros, mas, também, a si mesmos. Pois só assim poderão lidar com o que há de vir.

E quanto ao evento final, bom… É surpreendente! A narrativa está cheia de reviravoltas, tirando um pouco da previsibilidade da trama neste último livro, o que é muito bom. O Ragnarok acabou acontecendo de uma forma inesperada.

Conclusão

As Crônicas de Blackwell, do início ao fim, foi uma narrativa fluida e objetiva que, apesar disso, não perdeu a profundidade. Em ritmo agitado, frenético, com várias criaturas fabulosas e batalhas emocionantes.

Tendo em vista que o público alvo é um público bem jovem, as autoras desenvolveram a narrativa de uma maneira bem atrativa.

Uma leitura que recomendamos fortemente para os fãs de fantasias e mitologias. Aliás, as mitologias egípcia e grega sempre foram muito exploradas na literatura, porém, a nórdica vem ganhando muito protagonismo na literatura e nos cinemas. 

Enfim… Se você gostou da ideia dos livros e, observando as resenhas, achou que a leitura vale a pena, compartilhe com seus amigos que também gostam deste tipo de história.

E se você acha que faltou alguma informação relevante, comente aqui abaixo. 

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Crédito de foto: Editora Rocco

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