resenha de vermelho, branco e sangue azul

Resenha de Vermelho, Branco e Sangue Azul

O que pode acontecer quando o filho da presidenta dos Estados Unidos, se apaixona pelo príncipe da Inglaterra? Esse é o enredo do livro “Vermelho, Branco e Sangue Azul”, (traduzido do título original Red, White and Royal Blue), que foi lançado em novembro de 2019 nos Estados Unidos, se tornando em pouco tempo um best-seller do The New York Times e conquistando o 1° lugar na categoria romances adolescentes mais lidos da Amazon. 

Em nossa resenha de Vermelho, Branco e Sangue Azul conhecemos Alex Claremont-Diaz, que se tornou o queridinho da mídia norte-americana quando sua mãe foi eleita presidenta dos Estados Unidos. Ele é bonito, carismático, com personalidade forte e junto com o título de galã nacional, Alex tem tudo para seguir os passos de seus pais e conquistar a tão sonhada carreira política.

Porém uma reviravolta acontece em sua vida quando sua família é convidada para o casamento real do príncipe herdeiro britânico Philip, e nesse evento Alex terá que encarar o seu primeiro desafio diplomático: lidar com Henry, o irmão mais novo de Philip, o príncipe mais adorado do mundo, com quem ele é constantemente comparado e quem simplesmente não suporta. O que será que esse encontro reserva para esses dois? 

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A Autora: Quem é Casey McQuiston

Vamos começar nossa resenha de Vermelho, Branco e Sangue Azul falando sobre a autora Casey McQuiston, estadunidense, que atua na área do gênero romance e ficção jovem-adulta. Esse livro foi best-seller do The New York Times que conta a história do romance entre o filho da presidenta dos Estados Unidos e o príncipe da Inglaterra já vendeu mais de 150 mil exemplares. 

Casey McQuiston é queer e também não-binária, por isso ela expressou em uma entrevista para a Times (2019) que a sua determinação em escrever comédias românticas sobre pessoas queer, é fazer com que a representatividade LGBTQIA+ as façam sentir que têm um lugar no mundo e que elas não estão sozinhas.

A autora tem ainda mais dois livros em que podemos encontrar bastante representatividade, em comédias românticas alegres, excêntricas e escapistas, como ela mesmo denominou, são eles: Ultima Parada e Eu beijei Shara Wheeler, todos os seus livros são publicados no Brasil pela Editora Seguinte.

A representatividade em Vermelho, Branco e Sangue-Azul 

Na nossa resenha de Vermelho, Branco e Sangue Azul você pode ver que esse é livro extremamente importante,  pois traz em sua narrativa diversos assuntos que devem ser explorados no nosso cotidiano de uma maneira que quebre tabus que nem deveriam existir

Esse livro deixa um legado de conforto para quem estava carente de uma obra de ficção com romance LGBTQIA+ com um final feliz, afinal a representatividade gay, bi e trans presentes no livro, é muito bem explorada e mesmo os episódios de homofobia não acabam com a vontade do casal de lutar pelo amor que eles construíram e assumir ele pro mundo.

Afinal não é um romance qualquer, é um romance entre o príncipe da Inglaterra e o filho da presidenta dos Estados Unidos, um romance que está fadado a dar errado desde o início, com questões politicas e diplomáticas envolvidas, e mesmo assim eles irão fazer de tudo para conseguir enfrentar os desafios e barreiras dessa relação. 

Resumo: Vermelho, Branco e Sangue Azul

Alex Claremont-Diaz, o filho da presidenta dos Estados Unidos, está determinado a seguir os passos dos seus pais na política, e agora com 21 anos, carregando em sua herança o lado mexicano do pai e o lado texano da mãe, ele já segue um caminho dedicado para realizar esse sonho. Com a sua irmã June e a sua melhor amiga Nora, neta do vice-presidente, eles formam o Trio da Casa Branca, queridinhos da mídia norte-americana.

Em outro continente temos Henry, o galã de cabelos loiros, o sonho de qualquer garota e príncipe da Inglaterra, e também, o arqui-inimigo de Alex. Quando seu irmão mais velho se casa e a família presidencial americana é convidada, Henry e Alex se veem envolvidos em um potencial escândalo, depois de uma briga boba eles caem em cima do bolo de casamento que custa nada mais, nada menos que 75.000 dólares e após os jornais publicarem sobre a  briga, denominando de “A Batalha Real” foi necessário tomar medidas drásticas.

Para evitar um desastre diplomático, Alex e Henry são obrigados a passar um final de semana juntos, fingindo serem melhores amigos e posando para a mídia, porém não demora para que essa relação evolua para algo que nenhum dos dois podiam imaginar.

Com um enemies to lovers (inimigos para amantes) escandalosamente divertido, Vermelho, Branco e Sangue Azul vai fazer você se apaixonar por essa história de amor e descobertas.

Do ódio ao Amor

Alex e Henry se odeiam, sendo dois jovens envolvidos em duas das maiores potências políticas do mundo, a mídia adora compará-los e eles odeiam isso. Com essa aversão crescente entre os dois e após o  incidente no casamento real com um bolo de 75.000 dólares, os dois são obrigados a passar um final de semana juntos para mostrar para a mídia que na verdade são melhores amigos.

Do ódio nasce uma conexão, eles enfim percebem que têm muito em comum, que nem tudo que sai na mídia em relação ao dois é a verdade, e esse castigo vai aproximá-los muito mais do que eles poderiam imaginar. 

O livro é narrado pelo Alex, então o Henry por muitas vezes é uma incógnita para o leitor, porém conseguimos ver os sentimentos do Alex mudando, vemos que ele quer o Henry por perto e a confusão que isso lhe causa, a conexão que nasce um do outro depois daquele fim de semana, quando eles não conseguem mais ficar sem falar um com o outro e começam as trocas de mensagens e ligações, até que enfim quando Henry lhe rouba um beijo na noite de ano-novo na Casa Branca e tudo muda para Alex em relação ao seu ex arqui-inimigo.

O enredo político que derruba barreiras

Outro tópico bastante interessante e importante para ressaltar em nossa resenha de Vermelho, Branco e Sangue Azul é justamente todo o enredo político presente na trama. Em um plano paralelo, uma mulher texana ganhou as eleições presidenciais de 2016, se tornando a primeira mulher presidenta dos Estados Unidos, e agora está na corrida presidencial para a reeleição de 2020.

O livro mostra de forma bastante direta as interações e funcionamento da Casa Branca, assim como as intrigas, os métodos de corrupção e artimanhas do partido rival para ganhar a eleição. Do outro lado, temos a narrativa da monarquia, já tão bem retratada em outras obras, dessa vez mostrando ainda mais o conservadorismo da coroa em relação a sexualidade do Henry diante do seu papel como príncipe.

Essa narrativa inclusive é um dos obstáculos no romance dos dois, de um lado o Alex não quer que um escândalo atrapalhe a reeleição de sua mãe, afinal o problema vai além de assumir sua recém descoberta sexualidade para o mundo, mas assumir um relacionamento com o príncipe, e do outro lado Henry, que sofre uma represália ainda maior, pois a coroa não aceita que ele se assuma publicamente sob nenhuma circunstância. Diante de tantos obstáculos, surtos, tretas, romance proibido e a descoberta do amor no meio de tudo isso, esse livro é uma montanha-russa de emoções.

A descoberta da sexualidade

Alex se vê em um impasse quando descobre que todo ódio que sentia pelo Henry era, na verdade, uma atração ainda não descoberta e depois do primeiro beijo dos dois ele passa a questionar a sua sexualidade. A escrita de Casey McQuiston é bastante sensível em relação a descoberta do Alex, pois traz todas as dúvidas, inseguranças e o medo do protagonista.

 É importante dizer que Alex já havia se relacionado com outros rapazes além de garotas, porém sempre tratou isso como algo aleatório já que nunca havia de fato se apaixonado por nenhum deles, é apenas quando ele se vê apaixonado por Henry que enfim entende a sua bissexualidade. 

O romance dos dois é marcado através de momentos muito fofos e sensuais, no início de forma sigilosa, e como na maior parte do tempo eles estão em continentes diferentes, a interação acontece muito em forma de e-mails, telefonemas e mensagens, o que em nenhum momento atrapalha na construção maravilhosa desse romance e quando eles se encontram pessoalmente, é ainda mais interessante de acompanhar como esse relacionamento se desenrola. 

Podemos observar inclusive um amadurecimento muito característico em Alex e Henry a medida que o relacionamento deles se desenvolve, eles percebem que não podem mais viver um sem o outro, porém infelizmente precisam manter segredo para não surgir um escândalo, Henry por conta de todo conservadorismo da monarquia e Alex para não atrapalhar a campanha política de sua mãe.

A batalha pelo direito de amar 

Como já foi dito na nossa resenha de Vermelho, Branco e Sangue-Azul, essa história está cheia de temáticas importantes, e há outras no meio dessa narrativa, tais como as relações familiares, violação da privacidade nas redes sociais, cargos políticos adequados, representatividade latina, racismo e o seguimento das tradições.

Mesmo com sua preocupação em não atrapalhar a campanha de reeleição à presidência da mãe, Alex tem todo um apoio familiar quando decide se assumir oficialmente, seus pais, padrasto, irmã e melhor amiga são sua rede de apoio e por mais difícil que esteja enfrentar as dificuldades que um relacionamento homoafetivo com o príncipe da Inglaterra possa causar, ele sempre tem a quem se apoiar. Ao contrário disso, Henry carrega o peso constante das tradições familiares que a monarquia lhe exige, seu apoio consiste em Bea, sua irmã que também possui seus próprios fantasmas e Pez, seu melhor amigo. Dentro de sua família ele sempre é lembrado de manter as aparências e principalmente não deixar que sua verdadeira sexualidade vaze sob nenhuma circunstância, porém ele está disposto a lutar por Alex e mesmo sabendo de todas as dificuldades que vão enfrentar é Henry que toma a iniciativa do beijo-lo em primeiro lugar

É maravilhoso ver esse relacionamento se desenrolar, de como algo incerto a algo que eles estão dispostos a lutar para pode de fato viver, ainda que eles tenham muito a perder, ainda que tenham que passar por cima da coroa britânica e de toda uma sociedade estadunidense, eles não sentem a menor vergonha do amor que sentem um pelo outro, é totalmente inspirador de ler todos esses desdobramentos.

“História, hein? Aposto que poderíamos fazer história”

O filho da presidenta dos Estados Unidos e o príncipe da Inglaterra juntos, é possível? No mundo de Casey McQuiston foi super possível, e muito maravilhoso de acompanhar, não apenas o romance, mas toda a narrativa que se desenvolve em torno dele. Como foi dito no início dessa resenha de Vermelho, Branco e Sangue Azul esse livro é muito importante para a comunidade LGBTQIA+ se sentir representada por um romance clichê com príncipes e um final feliz, é necessário existir essa inclusão para que essas pessoas sintam que têm um lugar no mundo e saber que é possível viver um romance clichê ao ler algo leve e divertido, que é possível fazer história e ter o seu final feliz. 

Recomendo a todos que queiram ficar com o coração quentinho essa história tão linda de Alex e Henry para se sentirem representados. 

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2 comentários em “Resenha de Vermelho, Branco e Sangue Azul”

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