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Os Melhores Livros de História para compreender o mundo em que vivemos!

Quem me conhece sabe que sou um aficionado pelos Melhores Livros de História e esse é um dos meus gêneros favoritos. Portanto, esse texto não poderia faltar aqui no blog.

Dividi o conteúdo em duas partes, a primeira com os melhores livros sobre história moderna e contemporânea e a segunda parte com boas opções para entender melhor o Brasil e os seus desafios.

Apesar de gostar muito das Eras de Hobsbawn, confesso que esse não é o primeiro colocado na minha lista de melhores livros. Qual será?

História Geral

Memórias da Segunda Guerra (Winston Churchill)

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Do momento mais sombrio e glorioso da Inglaterra até a Grande Aliança e a vitória final, a Segunda Guerra Mundial continua a ser o evento mais marcante do século XX. Sem dúvida, o momento formador do mundo em que vivemos hoje. A obra clássica vencedora do Prêmio Nobel de Literatura chega agora em um box com os dois volumes sobre os anos cruciais de formação, desenvolvimento e conclusão do conflito, abarcando desde 1919 até 1945.

No primeiro volume de Memórias da Segunda Guerra Mundial, Churchill reconstrói com minúcia e ritmo os principais eventos ocorridos entre 1919 e junho de 1941: desde as contendas geradas pelo Tratado de Versalhes, a fulgurante ascensão de Hitler, o novo quadro político europeu até a invasão da URSS pela Alemanha.

No segundo volume, Churchill relata com minúcia os eventos marcantes ocorridos desde dezembro de 1941 até 1945, como o ataque a Pearl Harbor e a construção das alianças decisivas entre Inglaterra, URSS e os Estados Unidos, além de construir um epílogo assustadoramente lúcido sobre os possíveis desdobramentos do maior conflito bélico de todos os tempos. Esse incrível livro de memórias é nosso livro preferido entre Os Melhores Livros de História Mundial.

As Eras (Eric J. Hobsbawm)

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Eric Hobsbawm foi um dos principais historiadores do século XX. Seu recente falecimento provocou homenagens emocionadas e críticas contundentes, principalmente por seu aberto apoio à ideologia marxista. Os três títulos reunidos aqui são considerados obras-primas e reconstituem períodos cruciais para a formação da sociedade contemporânea. As três obras são referências básicas para se compreender o mundo atual e sua conjuntura política. Por isso As Eras de Hobsbawm estão em segundo lugar na nossa lista de Melhores Livros de História. É interessante ver também que em sua obra o autor caracteriza esse período histórico como um processo histórico que ele vai caracterizar como O Longo Século XIX, que teria começado com a Revolução Francesa, ainda no século XVIII, e terminado apenas em 1914 com a Primeira Guerra Mundial.

A era das revoluções: Mostra duas grandes transformações – uma na França, outra na Inglaterra – modificaram definitivamente o mundo. No primeiro volume da trilogia de Eric J. Hobsbawm o autor esboça o tipo de sociedade criada por esta dupla revolução. A obra é uma interpretação brilhante e original dos fenômenos que culminaram no que hoje chamamos de modernidade.

A era do capital: Partindo da extraordinária “primavera dos povos” povoada pelas barricadas de 1848, Hobsbawm nos coloca em condições de entender o processo de formação do capitalismo industrial em seu momento constitutivo. Das transformações do campo até o frenético crescimento industrial, neste volume, o historiador marxista apresentará o surgimento da classe operária e esboçará um afresco desta era densa em contradições que desembocarão na modernidade do século XX.

A era dos impérios: No último livro da coleção, o autor aborda o período crucial para a História Moderna que vai de 1875 a 1914 e que deu margem a debates acalorados sobre o imperialismo, o surgimento dos movimentos trabalhistas e socialistas, o declínio econômico britânico, mas, sobretudo, sobre os motivos que levaram à Primeira Guerra Mundial e à Revolução Russa. A era dos impérios fecha esta trilogia que permite fazer uma leitura do passado não como algo fracionado e sim como um todo coerente.

Adicionalmente você também pode adquirir o livro A era dos extremos, que não vem junto na trilogia, mas que dá uma ideia geral do intenso século XX.

Sapiens: uma breve história da humanidade (Yuval Noah Harari)

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O que possibilitou ao Homo sapiens subjugar as demais espécies? O que nos torna capazes das mais belas obras de arte, dos avanços científicos mais impensáveis e das mais horripilantes guerras? Nossa capacidade imaginativa. Somos a única espécie que acredita em coisas que não existem na natureza, como Estados, dinheiro e direitos humanos.

Partindo dessa ideia, Yuval Noah Harari, doutor em história pela Universidade de Oxford, aborda em Sapiens a história da humanidade sob uma perspectiva inovadora. Explica que o capitalismo é a mais bem-sucedida religião, que o imperialismo é o sistema político mais lucrativo, que nós, humanos modernos, embora sejamos muito mais poderosos que nossos ancestrais, provavelmente não somos mais felizes. Um relato eletrizante sobre a aventura de nossa extraordinária espécie – de primatas insignificantes a senhores do mundo.

Por isso que Sapiens está em nossa lista de Melhores Livros de História.

Da Democracia na América (Alexis de Tocqueville)

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Alexis de Tocqueville parte para a América para descobrir, em seu tempo, o que era a democracia, conceito então inexistente em outro lugar do mundo. Lá, admite que na América viu mais que a América; além da imagem da democracia em si, viu suas tendências, seu caráter, seus preconceitos, suas paixões.

Em Da Democracia na América o autor pinta a influência que exercem na América a igualdade de condições e o governo da democracia sobre a sociedade civil, os hábitos, as idéias e os costumes.

O relato impressionado de Alexis de Tocqueville sobre a nascente democracia merece ser mencionado em nossa lista de Melhores Livros de História.

O antigo regime e a revolução (Alexis de Tocqueville)

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Enquadrada na tradição da filosofia política clássica, e considerada um dos grandes livros da história intelectual moderna, esta obra histórica de Tocqueville analisa as origens e os significados da Revolução Francesa.

Diferentemente da historiografia acadêmica do século XX, nesta obra produzida em meados do século XIX – quando o estatuto científico da história ainda era objeto de vários questionamentos, e antes de os estudos sobre a Revolução serem absorvidos pela esfera acadêmica -, Tocqueville prefere uma exposição literária clara e simples de suas ideias a uma obra erudita, repleta de conceitos e de fontes, destinando-a ao grande público, e não somente aos especialistas.

A composição de O Antigo Regime e a Revolução privilegia a coerência lógica e explicativa aos planos cronológico e narrativo, e compõe-se de três Livros: o primeiro traz uma definição sobre o que foi a Revolução de 1789, o seu caráter; o segundo, uma exposição das causas de longa duração para o fenômeno, como as precondições da Revolução (ou fatores gerais e de longo prazo que, estendendo-se do final da Guerra dos Cem Anos a meados do século XVIII, coincidem com a consolidação do absolutismo monárquico e deixam pouca margem para a ação humana); o terceiro Livro, enfim, apresenta as causas precipitantes (causas de médio prazo ou conjunturais, em que o componente da responsabilidade humana é bastante acentuado).

Guerra e paz (Leon Tolstói)

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Guerra e Paz traz centenas de personagens e mais de mil páginas na versão original, Guerra e paz é considerado um dos maiores romances da história. Embora não seja um livros de história propriamente dito, o enredo se passa em um período histórico muito bem ambientado e por isso resolvi adicioná-lo à lista. A história deste clássico da literatura russa se passa durante a campanha de Napoleão na Áustria, e descreve a invasão da Rússia pelo exército francês e a sua retirada, compreendendo o período de 1805 a 1820.

Trata-se de um painel profundo e verdadeiro da aristocracia russa, pois foi escrito por alguém de dentro dela. As duas principais famílias retratadas – Rostov e Bolkonski – representam as famílias Tolstói e Volkonski, respectivamente do pai e da mãe do autor, Liev Tolstói. Guerra e paz retrata ainda o preconceito e a hipocrisia da nobreza, e também suas tradições religiosas, ao lado da vida cotidiana dos soldados e dos servos.

Ambientado na Rússia do início do século XIX, o romance lida com temas essenciais à vida contemporânea: a guerra e a paz. Tolstói narra as guerras entre o imperador francês Napoleão e as principais monarquias da Europa, dissecando causas, origens e conseqüências dos conflitos e, principalmente, expondo os homens e suas fraquezas.

Adam smith em pequim (Giovanni Arrighi)

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O mundo se volta para a China. Lançado quase simultaneamente no Brasil e em dezenas de países, Adam Smith em Pequim: origens e fundamentos do século XXI, do sociólogo italiano Giovanni Arrighi, se torna uma referência inescapável para todos os que querem entender o fenômeno chinês.

O livro também aborda a preocupação do governo dos Estados Unidos e suas tentativas de conter a expansão chinesa, originada do crescimento econômico ocorrido nos anos 1990. Arrighi, professor de Sociologia da Universidade Johns Hopkins (EUA), rejeita análises simplistas e investiga as causas e as consequências do crescimento da China.

Ele prevê ameaças de enfrentamentos futuros (Teria ele previsto a Guerra Comercial?), a decadência da hegemonia dos Estados Unidos e a criação de uma nova ordem internacional. A obra tem como duplo objetivo interpretar a transferência do epicentro da economia política mundial da América do Norte para a Ásia oriental, à luz da teoria de desenvolvimento econômico de Adam Smith, e apresentar uma releitura do clássico A riqueza das nações a partir dessa transferência. No fim do século XVII, Adam Smith, o pai do liberalismo econômico, previu uma equalização de poder entre os impérios do Ocidente e o Oriente colonizado. Por sua visão diferenciada, esse livros também não poderia ficar de fora da nossa lista de Melhores Livros de História.

Sobre a China (Henry Kissinger)

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Sobre a China traz relatos históricos de Kissinger e de suas conversas com os principais líderes chineses durante os últimos quarenta anos, Henry Kissinger examina como a China abordou a diplomacia, a estratégia e a negociação através de sua história, e reflete sobre as consequências do seu crescimento acelerado para a balança do poder no século XXI. Durante séculos, a China raramente encontrava outras sociedades com tamanho e sofisticações comparáveis; ela era o “Império do Meio”, e tratava as regiões periféricas como Estados vassalos. “Como tantos visitantes ao longo dos séculos, passei a admirar o povo chinês, sua persistência, sua sutileza, seu apego à família, bem como a cultura que os chineses representam”, conta Kissinger.

Henry Kissinger esteve na China por mais de 50 vezes durante o período em que foi enviado pelo então presidente norte-americano Richard Nixon para restabelecer as ligações com o país após vinte anos sem nenhum contato. Ao examinar episódios-chave na política externa chinesa, o autor destaca também os trabalhos da diplomacia do país durante acontecimentos cruciais – primeiros encontros entre a China e as potências europeias modernas, a formação e o colapso da aliança sino-soviética, a Guerra da Coreia, a histórica viagem de Nixon a Pequim e as reformas implementadas por Deng Xiaoping que levaram ao surgimento de uma nova potência econômica. Baseando-se em sua extensa experiência pessoal com quatro gerações de líderes chineses, Kissinger traz à vida figuras eminentes como Mao e Zhou Enlai, e revela como suas visões diferentes moldaram o destino da China moderna. Tudo isso faz com que a obra esteja em nossa lista de Melhores Livros de História.

A  Primeira Guerra Mundial: Os 1.590 dias que transformaram o mundo (Martin Gilbert)

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Em A Primeira Guerra Mundial, o historiador Martin Gilbert se debruça sobre o conflito que mudou o mundo, matou milhões de pessoas, destruiu quatro grandes impérios e alterou definitivamente o panorama geopolítico da Europa e do Oriente Médio. Mais do que isso, legou à humanidade novas tecnologias de morte – tanques, aviões, submarinos, metralhadoras, artilharia de campo, gás venenoso, armas químicas.

Era a guerra para acabar com todas as guerras. Começou às onze e quinze da manhã, em 28 de junho de 1914, em Sarajevo, e se encerraria oficialmente quase cinco anos depois. Até hoje, no entanto, vivemos muitos dos horrores que ali nasceram: a Primeira Guerra Mundial nunca terminou. Entre 1914 e 1918, se desenrolaram duas guerras muito diferentes. Em consequência de ocupações, bombardeios, fome e doenças, mais de nove milhões de militares e cinco milhões de civis foram mortos. Porém, paralelamente ao conflito em que o sofrimento individual e a angústia atingiram uma escala gigantesca, em particular nas trincheiras da linha de frente, houve o embate de gabinetes, soberanos, propagandistas e idealistas que, repletos de ambições e ideais políticos e territoriais, determinaram o futuro e impérios, nações e povos de modo tão contundente quanto no campo de batalha. Tudo passou por uma enorme transformação: os códigos de comportamento, a literatura, as distinções de classe.

Nas palavras do autor, “a guerra alterou o mapa e o destino da Europa da mesma forma que cauterizou sua pele e deixou marcas na sua alma.” Gilbert constrói uma narrativa ao mesmo tempo épica e acessível para apresentar a Primeira Guerra Mundial a partir da perspectiva humana e do cidadão comum, sem deixar de detalhar seu efeito em futuros líderes como Hitler, Churchill e De Gaulle. Repleto de mapas e fotos da época é um complemento à altura de seu monumental A Segunda Guerra Mundial e presença obrigatória em nossa lista de Melhores Livros de História.

Band of brothers: Companhia de heróis (Stephen E. Ambrose)

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A Easy Company, 506º Regimento de Infantaria Pára-Quedista do Exército Norte-Americano, foi uma das melhores companhias de fuzileiros do mundo. Band of Brothers é o relato sobre os homens dessa unidade que combateram, passaram fome, sofreram com o frio e morreram. Uma equipe que teve 150% de baixas e considerava a medalha Purple Heart um distintivo.

Baseando-se em horas de entrevistas com sobreviventes, bem como nos diários e nas cartas dos soldados, Stephen Ambrose conta a história desse notável grupo, que sempre recebia as missões mais difíceis, sendo responsável por tudo, do salto de pára-quedas na França nas primeiras horas da manhã do Dia D à captura do Ninho da Águia, a fortaleza de Hitler em Berchtesgaden. De seu rigoroso treinamento na Geórgia, em 1942, ao Dia D e à vitória dos Aliados, Ambrose teceu uma narrativa primorosa, com riqueza de detalhes, sobre as características dos soldados de infantaria de elite, transcrevendo no decorrer da obra as próprias palavras e depoimentos dos combatentes, o que dá mais veracidade à trama. O livro de Stephen Ambrose também foi para as telas da TV, pela HBO, em 2001. A ideia de produzir a série surgiu após Tom Hanks e Steven Spielberg terem filmado O Resgate do Soldado Ryan (1998). Os dois tinham projetos para novas produções sobre a Segunda Guerra Mundial e decidiram trabalhar juntos novamente em Band of Brothers, minissérie em 10 capítulos.

O resultado foi uma superprodução de US$ 120 milhões ― a mais cara da história da TV até então. A minissérie foi a grande vencedora do Oscar da TV norte-americana, com nada menos que seis troféus, entre eles o de Melhor Direção (Tom Hanks foi um dos diretores). Além de ter sido a vencedora na categoria Minissérie, venceu ainda os prêmios de Melhor Edição de Imagem, Edição de Som, Mixagem de Som e Seleção de Elenco. Fora o Emmy, conquistou o Globo de Ouro e o prêmio do AFI (American Film Institute) como Minissérie do Ano.

A História do Mundo Para Quem Tem Pressa (Emma Marriot)

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É um desafio e tanto resumir mais de 5 mil anos de história em apenas 200 páginas, mas é exatamente isso o que este audacioso livro conseguiu.

A História do Mundo para Quem Tem Pressa é na verdade um guia sintético, mas abrangente, para tudo o que precisamos saber sobre os acontecimentos mais importantes da história, desde as antigas civilizações até o final da Segunda Guerra Mundial e a criação da ONU. Quer esteja interessado no império de Alexandre, o Grande, ou no florescimento da república cartaginesa e sua destruição por Roma; na ascensão dos califados árabes ou na dinastia Tang, da China; na Guerra Civil Norte-Americana ou na emancipação das mulheres, você encontrará os fatos essenciais neste livro igualmente essencial.

Conciso, agradável de ler, presença obrigatória numa lista de melhores livros de história e elegantemente simples, mas abalizado, A História do Mundo para Quem Tem Pressa permite que o leitor compreenda a interconexão do tempo e dos acontecimentos. Finalmente, uma síntese da história que não deixa pedra sobre pedra e nos ensina como o mundo moderno se tornou o que é.

História do Brasil

O Povo Brasileiro. A Formação e o Sentido do Brasil (Darcy Ribeiro)

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Darcy Ribeiro concebeu estudos fundamentais a respeito de pontos nodais da gênese da sociedade brasileira. A luta dos indígenas para manter viva sua cultura, as agruras sofridas pelos povos africanos aqui escravizados, os dramas vivenciados durante o século XX para a constituição da democracia no Brasil foram alguns dos dilemas históricos abordados pelo mestre Darcy em seus livros. Fruto de um longo trabalho de mais de trinta anos de escrita e reescrita, O povo brasileiro configura-se como um ensaio magnânimo de um pensador que expõe, com propriedade e por meio de uma linguagem clara e ao mesmo tempo exuberante, as agonias e os êxitos da formação brasileira.

De maneira inovadora e contundente, Darcy vê com bons olhos a gênese da identidade brasileira. Ancorado em ampla bibliografia e influenciado por sua experiência de intelectual que viveu muitas vidas, concebe uma visão positiva a respeito do que o Brasil tem a mostrar para o mundo. Na ótica de Darcy, a nação brasileira adquiriu plenas condições para lidar com as adversidades e diferenças e para se constituir como um modelo de civilização por ter enfrentado brava e criativamente enormes desafios em sua história e por ser composta por povos de diferentes matriz es. Por essas e outras qualidades, O povo brasileiro firma-se como uma leitura imprescindível para todo aquele que deseja entender os destinos do ser nacional.

Você pode conferir mais sobre o livro O povo brasileiro em nossa resenha aqui no site!

História do Brasil (Boris Fausto)

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Presença obrigatória em toda lista de Melhores Livros de História do Brasil, esse livro cobre um período de mais de quinhentos anos, desde as raízes da colonização portuguesa até nossos dias, Boris Fausto narra aqui os fatos mais importantes da história brasileira. Ao analisar minuciosamente as grandes linhas de força que indicam o sentido de nossa formação, o autor detém-se no estudo de instituições fundamentais, como o sistema colonial, o sistema escravista e os regimes autoritários do século XX.

História do Brasil, de Boris Fausto, enfatiza as práticas sociopolíticas, sem deixar de enfrentar questões polêmicas, como as razões do abandono da escravidão dos índios pelos portugueses e a opção pelos africanos; a manutenção da unidade territorial brasileira em contraposição à fragmentação das colônias espanholas ou, ainda, a difícil transição do regime autoritário para o democrático, nas últimas décadas.

Casa Grande e Senzala (Gilberto Freyre)

Casa-grande e Senzala, em 1933, quando teve sua primeira edição publicada, foi mais do que uma redescoberta da nação brasileira, representou uma espécie de fundação do Brasil no plano cultural, como observou Darcy Ribeiro.

Valorizando o papel do negro na história brasileira, exaltando a miscigenação racial, desmistificando preconceitos e reconhecendo a originalidade de nossa cultura, Gilberto Freyre revolucionou a historiografia e não poderia ficar de fora da nossa lista de Melhores Livros de História do Brasil.

Formação Econômica do Brasil (Celso Furtado)

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A tese de doutoramento sobre a economia colonial, defendida na Sorbonne em 1948, e o primeiro ensaio sobre a economia brasileira contemporânea, escrito no ano seguinte, são o ponto de partida do livro mais conhecido de Celso Furtado, publicado em 1959: Formação econômica do Brasil. Quando o escreveu, na Inglaterra, Furtado imaginava explicar o Brasil para os estrangeiros. Acabou explicando para os brasileiros. Formação econômica do Brasil chega, neste lançamento da Companhia das Letras, à 34a. edição, e está traduzido em nove línguas, entre elas romeno, chinês e japonês.

O livro que se tornou um marco na historiografia econômica brasileira por pouco não existiria: o manuscrito enviado de Cambridge para a editora brasileira extraviou-se. Por sorte, o microfilme feito de última hora num equipamento precário pôde ser projetado: as quase trezentas páginas escritas à mão foram datilografadas, dessa vez com cópia. Formação econômica do Brasil apóia-se numa visão derivada tanto da história como da economia. A combinação do método histórico com a análise econômica era, na época, uma novidade.

Pela primeira vez, alguém no Brasil fazia historiografia econômica tendo uma sólida formação de economista e por isso esse livro é presença obrigatória numa lista de Melhores Livros de História do Brasil. O texto se inicia com a análise da ocupação do território brasileiro, comparada também com as colônias do hemisfério norte e das Antilhas. Seguem-se os ciclos do açúcar, da pecuária, do ouro, a ascensão da economia cafeeira, e, no século XX, a crise da cafeicultura e a industrialização, cuja especificidade o autor trata com excepcional clareza. Em paralelo aos cinco séculos de história econômica, Celso Furtado estuda a evolução da mão-de-obra no Brasil, desde a escravidão até o trabalho assalariado, o dos imigrantes europeus e dos migrantes internos.

Na conclusão, aponta os dois desafios a serem enfrentados até o fim do século XX, que guardam plena atualidade: completar a industrialização do país e deter o processo das disparidades regionais.

Diários da presidência 1995-1996 (Fernando Henrique Cardoso)

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Diários da Presidência é uma obra que traz a articulação política para a formação do governo. O necessário convívio com o fisiologismo. As intrigas palacianas. Os atritos com o Congresso. A negociação com os setores retrógrados. A reforma do Estado. A solidão. Durante seus dois mandatos como Presidente da República (a primeira entrada data de 25 de dezembro de 1994, quando o presidente eleito mas não empossado reflete sobre a composição do ministério), Fernando Henrique Cardoso manteve o hábito quase semanal de registrar, num gravador, o dia a dia do poder.

Os diários têm a franqueza das confissões deixadas à posteridade – como de fato era a intenção original do autor e uma obra prima digna de estar listada entre Os Melhores Livros de História do Brasil. Neles transparecem as hesitações do cotidiano, os julgamentos duros de amigos próximos, os pontos de vista que mudam com os fatos, as afinidades que se criam e as que arrefecem. Para o leitor, são não só uma janela aberta para a intimidade do poder como uma ferramenta valiosa para a compreensão do Brasil contemporâneo.

Os registros orais de FHC foram transcritos por Danielle Ardaillon, curadora do acervo da Fundação Instituto Fernando Henrique Cardoso, revistos pelo autor e pela editora, e serão organizados em quatro volumes bianuais (1995-6; 1997-8; 1999-2000; 2001-2). Os dois primeiros anos compreendem quase noventa horas de gravação, decupadas a partir de 44 fitas cassete, que renderam mais de novecentas páginas.

Getúlio (Lira Neto)

Getúlio Dornelles Vargas (1882-1954) é a figura histórica sobre a qual mais se escreveu no Brasil. No entanto, na copiosa bibliografia dedicada a ele, não havia até agora uma biografia completa, de cunho jornalístico e objetivo, que procurasse reconstituir em minúcias a trajetória pessoal e política do personagem do modo mais isento possível. A monumental trilogia Getúlio, de Lira Neto, da qual se lança agora o primeiro volume, vem suprir com sobras essa lacuna. Ao longo de dois anos e meio, o autor se debruçou sobre uma vastíssima gama de documentos – muitos deles inéditos ou pouco explorados – para ajudar a decifrar a “esfinge Getúlio” e mostrar como foi possível que convivessem no mesmo indivíduo o revolucionário, o ditador, o reformador social e o demagogo. Sem desdenhar nenhum tipo de fonte ou arquivo, Lira Neto se serviu de cartas pessoais e memorandos oficiais, de diários íntimos, autos judiciais, boletins de ocorrência, notícias de jornal, anúncios de publicidade, charges, hinos, marchinhas, livros de memórias, entrevistas, depoimentos etc.

O resultado desse árduo trabalho, acompanhado de um mergulho na bibliografia histórica sobre o período, é um relato envolvente, por vezes eletrizante, ao qual o talento narrativo do autor confere a vivacidade e o ritmo de um bom romance. A herança política caudilhista, sob a égide dos caudilhos gaúchos Julio de Castilhos e Borges de Medeiros; a formação positivista, com uma forte tendência anti-cristã depois abafada por conveniências políticas; as escaramuças da sangrenta política regional gaúcha; o aprendizado da política (e da politicagem) em âmbito nacional na capital da República; as relações ambivalentes com as velhas oligarquias e com a inquietação tenentista; o esboço das ideias trabalhistas e da tutela do estado sobre as relações entre o capital e o trabalho; o desenvolvimento de uma personalidade política ardilosa; a oscilante candidatura de oposição à presidência em 1930 e por fim a Revolução vitoriosa que liquidou a Primeira República e instaurou uma nova era na política brasileira – tudo isso é narrado de modo vívido neste primeiro volume que também está entre os melhores livros de história do Brasil.

1808 (Laurentino Gomes)

1808 laurentino gomes

Fechando nossa lista de Melhores Livros de História do Brasil, não poderíamos deixar de citar 1808 a pesquisa história do jornalista Laurentino Gomes. Esse é um sucesso editorial que ultrapassou todas as fronteiras, transformando o livro no mais vendido da história na categoria não-ficção.

Como o próprio subtítulo do livro diz, nessa obra você vai entender como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil Vale a pena!

E você? Qual livro que não coloquei aqui que estaria na sua lista de Melhores Livros de História?

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