resumo o pequeno príncipe

Resumo do Livro O Pequeno Príncipe e Curiosidades

Fazer um resumo de O Pequeno Príncipe não é uma tarefa fácil. Afinal, essa é a obra não religiosa mais traduzida da história (220 idiomas) e o quinto livro não religioso mais vendido do mundo (140 milhões de cópias). Isso não é pouca coisa.  

Em O Pequeno Príncipe, publicado em 1943, somos apresentados à história de um piloto de avião que em um determinado dia se vê em meio a uma pane e é obrigado a realizar um pouso forçado no meio do deserto do Saara. Bom, na verdade, o pouso forçado é um eufemismo… o avião cai mesmo, mas o piloto sobrevive. 

Antes de continuar a história em si gostaria de fazer um adendo que será muito importante para nossa resenha de O Pequeno Príncipe e vou trazer também uma curiosidade sobre a presença do autor em terras brasileiras que poucos fora de Santa Catarina conhecem. 

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O Autor: Antoine de Saint-Exupéry

Pois bem…. o adendo é que o autor, Antoine de Saint-Exupéry, era sim piloto de avião e se inspirou em sua própria história para narrar os acontecimentos do livro. Ele mesmo havia sofrido um acidente de avião e ficou por 14 dias no Saara, junto com seu mecânico, sobrevivendo em meio ao calor e às miragens. 

Essa história foi tão marcante na vida de Antoine que, além de O Pequeno Príncipe, originou um segundo livro (desta vez autobiográfico) intitulado Terra dos Homens. No livro o autor também lida com os laços de amizade, a resignação diante da morte, a persistência, a camaradagem e a solidariedade presentes no ser humano quando em busca de um sentido para a vida. 

A Passagem de Antoine de Saint-Exupéry pelo Brasil

Agora gostaria de entrar numa curiosidade muito interessante.

Como já falamos anteriormente, Antoine de Saint-Exupéry era piloto de avião trabalhando numa empresa de correios chamada Aeropostale (que posteriormente chegou a ser chefe dessa empresa na Argentina). E na rota das postagens estava o Campo de Aviação do Campeche, onde faziam uma parada obrigatória durante a viagem. 

O bairro hoje é um dos mais populosos da região Sul da ilha em que Florianópolis está situada e segundo as histórias locais tem origem francesa, uma junção das palavras ‘Camp et Pêche’, algo como “campo das pescas”. E o nome da principal rua do bairro, você adivinha? Claro: Pequeno Príncipe.

Essas histórias sobreviveram como lendas da cidade por muitos anos até que, em 2014, uma pesquisadora chamada Mônica Cristina Correa comprovou a passagem do autor durante ao menos 3 vezes pelo bairro e, inclusive, fez amizades com pescadores locais. Por causa da dificuldade em pronunciar seu nome, ele virou Zé Perri na Ilha de Santa Catarina. 

ilha do campeche - florianópolis
Ilha do Campeche, em Florianópolis.
Crédito de: Núbia de Rodrigues Araújo, CC BY-SA 3.0 https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0, via Wikimedia Commons

Resumo do Pequeno Príncipe

livro o pequeno príncipe

Bom, depois de ter divagado durante o texto voltemos à resenha do livro O Pequeno Príncipe. Entenda também que essa história é apresentada em formato de fábula, portanto há várias morais a serem retiradas da leitura que não conseguirão ser apresentadas em uma resenha. 

Após o acidente com o piloto de avião, como uma miragem aparece ao seu lado uma criança loira que tenta o convencer que veio de outro planeta. Essa criança é, na verdade, o nosso protagonista: o Pequeno Príncipe.

Esse planeta de onde o príncipe teria vindo é, na verdade, um minúsculo asteroide chamado B612 e esse fato é retratado em praticamente todas as capas de livros que vemos por aí. O planeta é, inclusive, menor que o próprio príncipe, sendo possível atravessá-lo rapidamente. 

Ainda contando sua história, somos levados à sua vida no minúsculo planeta. Uma vida tranquila até que uma semente forasteira chega do espaço e brota uma linda rosa. Ele passa a cultivá-la como se fosse a coisa mais bela… como se aquilo de certa forma lhe desse um sentido a mais para a vida. 

Essa rosa irá crescer, florescer e exercer um poder incontrolável sobre o príncipe. Assustado com o poder que a bela rosa tem sobre ele, ele resolve fugir e, então, acompanhamos sua viagem interplanetária por diversos mundos, os quais vamos detalhar melhor abaixo. Assim que nossos protagonistas se encontram. 

>>> Gosta de histórias sobre viagens em vários planetas? Veja também nossa resenha sobre O Guia do Mochileiro das Galáxias

Questões e provocações 

As questões trazidas pelo livro são principalmente relacionadas à perda da nossa inocência quando vamos crescendo. Crescemos e vamos focando no estudo, em se casar, em crescer na carreira e deixamos de lado nosso pequeno eu interior. Perdemos o sentido mais simples da vida. 

Apesar de ser um livro infantojuvenil, nos questionamos várias vezes o porquê de não sermos mais como ele, e sermos sim como os outros personagens que nos vão sendo apresentados… sem criatividade e imaginação. Quando lemos, nós queremos ser O Pequeno Príncipe. 

A Trajetória do Pequeno Príncipe pelo universo

Um dos motivos da conexão imediata entre os personagens é que nosso piloto via no visitante a si mesmo. 

Afinal, quando criança ele considerava-se um bom desenhista, e constantemente apresentava seus desenhos aos adultos. Sua criatividade era tamanha, mas os adultos não entendiam os seus desenhos. Ele foi aconselhado então a amadurecer e se concentrar no que realmente importa (e a deixar de lado a sua criatividade e imaginação).

Quando encontra o Príncipe que o aborda com histórias sobre suas viagens, sobre como cuidava da rosa e dos baobás, imediatamente uma conexão é criada. Soma-se a isso o fato de o garoto ser capaz de entender os seus desenhos, o reconectando com a infância (A questão do desenho é reintroduzida na história, pois o príncipe lhe pede para desenhar um carneiro). 

O piloto passa então a tentar consertar o avião e a ouvir as histórias do garoto. 

Atenção: A partir daqui você verá muitos SPOILERS. 

A vida no Planeta B 612

A primeira história que é compartilhada é a dos três vulcões, os quais eram cuidados pelo Príncipe. Esses vulcões eram pequeninos e dois deles ativos.

Ele também cuidava para que não crescessem as plantas Baobás, que são árvores gigantescas. Todas as manhãs ele se dedicava a retirar as mudas de Baobás que iam nascendo, pois deixá-las crescer seria arriscar a existência vida no seu planeta. 

E é para isso que o viajante queria os carneiros: para comer os Baobás e facilitar o seu trabalho diário. Cita também um planeta habitado por um Preguiçoso, que deixou os Baobás crescerem e acabou por perder o controle da situação. 

Os Baobás são utilizados como metáfora para representar as coisas ruins que deixamos crescer entre nós… que protelamos a sua resolução e que, se deixarmos, por fim nos dominam. 

Por fim temos a história da Rosa que floresce em seu planeta e tem um poder inexplicável sobre o príncipe. Não existia nada tão belo em seu pequeno planeta, mas que demandava tanta atenção. Cansado com tantas demandas da Rosa, o príncipe partiu para outros planetas. 

A visita a outros asteróides

Continuamos com o resumo do Pequeno Príncipe sobre sua jornada através dos asteroides 325, 326, 327, 328, 329, 330. Agora as histórias do garoto trarão metáforas ainda mais profundas. 

O planeta habitado pelo Rei

o rei - pequeno príncipoe

Começamos a acompanhar o resumo do Pequeno Príncipe em sua viagem através da galáxia. 

O jovem começa a descrever o planeta para o aviador. O Rei sentava-se, vestido de púrpura e arminho, num trono muito simples. O manto de arminho espalhava-se por todo o planeta. 

Ao chegar no planeta de imediato somos apresentados à visão binária do Rei. Para ele, ou se é rei, ou se é súdito. 

A todo momento o Rei tenta dar ordens ao nosso viajante que contesta, até que propõe que a majestade ordene que ele desapareça dali em segundos. Antes de dar a ordem, o líder supremo do planeta o transforma em embaixador. O príncipe então continua a sua viagem.

O planeta habitado pelo Vaidoso

vaidoso

Continuamos a fazer um resumo do Pequeno Príncipe em sua viagem através da galáxia. 

O segundo planeta era habitado por um Vaidoso. O Vaidoso também possuía um pensamento binário e logo tirou por conclusão que o príncipe era um admirador. 

O principezinho bateu as mãos uma na outra. O Vaidoso agradeceu modestamente, erguendo o chapéu. “Ah, isso é mais divertido que a visita ao Rei”, disse consigo mesmo o principezinho. E recomeçou a bater as mãos uma na outra. O Vaidoso recomeçou a agradecer, tirando o chapéu. Logo, cansou-se da brincadeira, pois o personagem bizarro desse planeta só ouvia elogios, nunca prestava atenção em perguntas ou críticas. 

Saiu desse asteroide certo de que “as pessoas grandes são decididamente muito bizarras”. 

O planeta habitado pelo Bêbado

o bêbado o pequeno príncipe

Essa é a visita mais melancólica do principezinho. 

O Bêbado vivia num ciclo vicioso. Bebia para esquecer. Queria esquecer-se da sua vergonha. E a sua vergonha era que ele bebia. Um ciclo infindável. 

O planeta habitado pelo Homem de Negócios

o homem de negócios

O quarto planeta era o do homem de negócios. Estava tão ocupado que não levantou sequer a cabeça à chegada do príncipe. 

Esse capítulo é provavelmente o mais extenso diálogo com os visitantes até então. 

Em um resumo do Pequeno Príncipe em sua viagem por esse planeta, podemos citar que ele encontra um ser obcecado pelas estrelas que possuía. Segundo ele, as estrelas eram suas e precisava de seus lucros para ficar rico. A riqueza serviria para comprar mais estrelas, num ciclo eterno. 

“O principezinho tinha, sobre as coisas sérias, idéias muito diversas das ideias das pessoas grandes. – Eu, disse ele ainda, possuo uma flor que rego todos os dias. Possuo três vulcões que revolvo toda semana. Porque revolvo também o que está extinto. A gente nunca sabe. É útil para os meus vulcões, é útil para a minha flor que eu os possua. Mas tu não és útil às estrelas… O homem de negócios abriu a boca, mas não achou nada a responder, e o principezinho se foi… “

O planeta habitado pelo Acendedor de Lampiões

ascendedor de lampiões

O quinto planeta era muito curioso para o principezinho. Era muito, muito pequeno, o menor até então. Mal dava para um lampião e o acendedor de lampiões. 

Lá ele irá encontrar um sujeito obcecado em acender e apagar o seu Lampião. Esse era o regulamento da vida daquele senhor. Era o seu objetivo diário. Como ele deve cumprir a sua tarefa quase de minuto em minuto, ele vê a vida passar, nunca pode descansar e se dedicar a outras coisas. 

“Ao prosseguir a viagem para mais longe, esse aí seria desprezado por todos os outros, o rei, o vaidoso, o beberrão, o homem de negócios. No entanto, é o único que não me parece ridículo. Talvez porque é o único que se ocupa de outra coisa que não seja ele próprio”, analisou nosso viajante. 

O planeta habitado pelo homem de livros enormes (Geógrafo)

geófrafo

Continuamos a fazer um resumo do Pequeno Príncipe em sua viagem através da galáxia. 

Agora ele chega a um planeta 10 vezes maior, no qual conhece um homem que escrevia livros enormes. Por fim, ele acaba descobrindo que o sujeito era um geógrafo. 

Com esse personagem somos apresentados à dicotomia dia Geógrafo (que nunca sai da sua cadeira) com o Explorador (que é visto como menos importante, e deve se arriscar nas missões para informar o geógrafo). 

“O geógrafo é muito importante para estar passeando. Não deixa um instante a escrivaninha. Mas recebe os exploradores, interroga-os, anota as suas lembranças”, disse o habitante desse planeta. 

Contando com a sabedoria do geógrafo, o Pequeno Príncipe lhe pergunta qual deveria ser o próximo planeta a ser visitado, e aquele responde: a Terra, onde ele encontraria 2 bilhões de pessoas grandes, sendo eles reis, geógrafos, negociantes, beberrões e vaidosos.  

“Para dar-lhes uma idéia das dimensões da Terra, eu lhes direi que, antes da invenção da eletricidade, era necessário manter, para o conjunto dos seis continentes, um verdadeiro exército de quatrocentos e sessenta e dois mil, quinhentos e onze acendedores de lampiões”, disse. 

A visita à Terra

Ao chegar à Terra o príncipe não avistou ninguém e pensou estar no planeta errado. Conversando com uma cobra, ele descobre estar no Saara, onde nenhuma pessoa grande habitava. 

Posteriormente, ele irá atravessar o deserto ele encontra uma flor, diferente da flor que deixara no planeta B 612. Mas ela havia tempo que não via um ser humano. 

O principezinho escalou uma montanha para tentar avisar os homens e nada. Achou, na verdade, um campo de rosas, e descobriu que a rosa que habitava o seu planeta não era única, ao contrário do que ela lhe havia dito. 

Posteriormente ele conhece uma raposa que lhe ensina sobre várias coisas, a principal dela sobre a sua responsabilidade por aqueles que você ama. Nessa parte que está a frase de O Pequeno Príncipe que mais ouvi em minha vida:

“Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa”. 

O principezinho conhece também outros personagens nessa jornada que vão o ajudar a entender melhor a sua relação com a Rosa que está em seu planeta natal. 

De volta ao Aviador

No oitavo dia ouvindo as histórias do Pequeno Príncipe, o aviador está prestes a morrer de sede quando conseguem achar um poço para matar-lhes a sede. 

Com o avião reparado o piloto já pode partir. O Pequeno Príncipe estava há um ano fora do planeta, fazendo com que essa fosse a data perfeita para voltar, poder reencontrar-se com a sua Rosa e pôr em prática tudo que aprendera. A maneira de voltar para casa era um necessário algo drástico. 

IMPORTANTE: A parte final é um tanto triste e trágica, além de gerar controvérsia até hoje. Caso deseje ler o livro, talvez seja melhor parar de ler esse resumo de O Pequeno Príncipe por aqui. 

Afinal, o Pequeno Príncipe morreu ou não? 

Esse é o mistério que nunca será respondido. A serpente havia lhe prometido que com apenas uma picada ele poderia voltar. Essa seria a única maneira e ele precisava rever a sua amada Rosa. 

O príncipe explica-lhe que aos poucos o seu corpo terreno deixaria de ter vida, e que o aviador não se assustasse pois ele passaria bem. Tal fala causou pânico no piloto, mas já era tarde demais. O príncipe seguiria, então, a sua viagem. 

“Houve apenas um clarão amarelo perto da sua perna. Permaneceu, por um instante, imóvel. Não gritou. Tombou devagarinho como uma árvore tomba”. 

Claro, a discussão se de fato o príncipe morreu ou voltou para a casa existe até hoje. 

Na opinião do personagem que está narrando o livro seis anos após os acontecimentos, o garoto voltou para a casa, pois na manhã seguinte o corpo não estava mais lá. 

“Agora já me consolei um pouco. Mas não de todo. Sei que ele voltou ao seu planeta; pois, ao raiar do dia, não lhe encontrei o corpo. Não era um corpo tão pesado assim… E gosto, à noite, de escutar as estrelas”. 

10 Frases encontradas no livro O Pequeno Príncipe

Abaixo reunimos 10 frases que você irá encontrar no livro O Pequeno Príncipe e podem lhe servir de reflexão. 

  1. “O essencial é invisível aos olhos e só se pode ver com o coração”.
  2. “O amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim em olhar juntos para a mesma direção.”
  3. “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”
  4. “Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante”.
  5. “Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós”.
  6. “É bem mais difícil julgar a si mesmo do que julgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio”.
  7. O Amor é a única coisa que cresce à medida que se reparte.
  8. “Todas as pessoas grandes foram um dia crianças – mas poucas se lembram disso.”
  9. “Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim… e não encontram o que procuram. E no entanto o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d’água”.
  10. “É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas!” 

E na sua opinião o Pequeno Príncipe voltou ou não para a casa? Veja abaixo também outros posts recentes do blog!

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