a montanha mágica resenha

A Montanha Mágica: A Subjetividade Tempo [Resenha]

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Neste texto, iremos fazer uma resenha de A Montanha Mágica, livro escrito por Thomas Mann durante um período de grande turbulência na história da Europa, em que o continente estava se recuperando dos traumas da Primeira Guerra Mundial e enfrentando as consequências políticas e sociais da Revolução Russa. O livro reflete algumas das ansiedades e tensões da época, com seus personagens debatendo questões como o papel da arte e da cultura na sociedade, a luta entre a razão e a emoção, e a ascensão do totalitarismo. A obra foi publicada em 1924 e é considerada uma obra-prima da literatura moderna e é amplamente conhecida por sua complexidade temática e narrativa.

Em um breve resumo de A Montanha Mágica, a história segue o protagonista Hans Castorp, um jovem engenheiro alemão que vai visitar seu primo em um sanatório em Davos, na Suíça. Hans pretende ficar apenas três semanas, mas acaba ficando por sete anos, mergulhando em um mundo de pacientes com doenças pulmonares que estão lutando contra o tédio e a morte iminente. Durante esse tempo, Castorp se afasta da vida normal e é atraído pela doença, introspecção e morte. Ele também amadurece e entra em contato com a política, arte, cultura, religião, filosofia, fragilidade humana e amor.

Na sua estadia, ele conhece vários personagens intrigantes e carismáticos, incluindo o excêntrico Settembrini e o enigmático Naphta, que representam diferentes correntes de pensamento político e filosófico. Ou seja, o sanatório é um microcosmo europeu, e os personagens representam tendências e pensamentos predominantes na Europa do pré Primeira Guerra. As personagens Lodovico Settembrini e Leo Naphta são destaque, assim como Mynheer Peeperkorn e Madame Clawdia Chauchat, por quem Castorp desenvolve um interesse romântico.

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Temas Explorados na Obra

O livro explora temas complexos, como a busca pelo significado da vida, a relação entre arte e doença, a luta entre a razão e a emoção, a política e a espiritualidade. A narrativa é densa e exige uma leitura atenta para capturar toda a riqueza dos personagens e das ideias.

A Montanha Mágica é um livro desafiador, mas é considerado um clássico da literatura mundial e uma obra importante para entender a cultura e a história alemãs. A narrativa é ordenada cronologicamente, mas acelera ao longo do romance, refletindo a subjetividade da passagem do tempo. 

A obra é considerada um exemplo clássico da literatura alemã Bildungsroman e foi importante para a conquista do Prêmio Nobel de Literatura em 1929 por Mann. A escrita do livro foi inspirada pela internação da esposa do autor em um sanatório suíço, mas foi interrompida em 1915 devido a indecisões do autor sobre o final do romance e conflitos com o irmão em relação às visões políticas e culturais alemãs. A obra foi finalizada em 1924, mas as observações de Mann sobre a experiência da Alemanha na República de Weimar influenciaram a narrativa.

Onde se Passa A Montanha Mágica?

É importante situar em nossa resenha de A Montanha Mágica que a obra se passa em um sanatório na cidade de Davos, nos Alpes suíços. O sanatório é um local isolado, situado a uma altitude elevada, onde pacientes com doenças pulmonares vão em busca de tratamento e cuidados médicos. A cidade de Davos é conhecida por seu clima frio e seco, que era considerado benéfico para os pacientes que sofriam de doenças respiratórias. A natureza alpina e a paisagem montanhosa são elementos importantes na obra, e são descritos de maneira detalhada por Thomas Mann ao longo da narrativa.

Em Que Ano se Passa A Montanha Mágica?

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A ação principal de A Montanha Mágica se passa ao longo de sete anos, de 1907 a 1914, antes do início da Primeira Guerra Mundial. No entanto, a narrativa apresenta várias reflexões retrospectivas e alusões históricas que abrangem um período mais amplo, abrangendo a segunda metade do século XIX e os primeiros anos do século XX.

O Que Acontece Com Castorp?

Castorp se une às fileiras do exército e sua morte iminente no campo de batalha é sugerida. Apesar do amadurecimento ao longo do livro, não está claro se ele formou uma sólida individualidade. O destino de Castorp é deixado em aberto e é interpretado por muitos como uma metáfora da incerteza e da fragilidade da vida humana, em meio a uma época de conflito e mudança.

Conclusão da Resenha de A Montanha Mágica

Concluímos nossa resenha de A Montanha Mágica ressaltando que esta é uma obra que exige do leitor atenção e reflexão, mas que recompensa com uma experiência literária profunda e impactante. Thomas Mann é um dos grandes escritores do século XX, e esta obra é uma das suas maiores contribuições para a literatura mundial.

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