fabulas infantis

20 Fábulas Infantis Curtas e Suas Lições de Moral Explicadas

Fábulas infantis são histórias curtas escritas especialmente para crianças. Elas frequentemente apresentam animais como personagens que agem de maneira semelhante aos seres humanos. 

Uma característica distintiva das fábulas é que elas têm uma lição moral ou uma mensagem que é ensinada por meio da história. Dessa forma, no final da fábula, os personagens geralmente enfrentam as consequências de suas ações, o que ajuda as crianças a aprender valores e lições importantes. 

As fábulas são escritas de forma simples para que as crianças possam compreendê-las facilmente. Além de serem educacionais, as fábulas também são projetadas para serem divertidas e envolventes, tornando-as uma maneira atraente de transmitir valores e moral para as crianças.

Assim, entre os autores mais importantes, podemos citar Esopo e Jean de La Fontaine que foram figuras significativas no mundo das fábulas. Cada um contribuiu de maneira única para o desenvolvimento desse gênero literário e criando diversas histórias infantis.

Esses autores desempenharam papéis fundamentais na evolução e popularização das fábulas como uma forma de contar histórias que não apenas entretém, mas também educa, transmitindo valores e lições morais a públicos de todas as idades. Assim, leitores ao redor do mundo continuam apreciando suas obras em todo o mundo.

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1 – A Lebre e a Tartaruga (Esopo)

Certa vez, uma lebre orgulhosa e rápida encontrou uma tartaruga humilde e lenta na floresta. A lebre riu da tartaruga, zombando de sua falta de velocidade. A tartaruga, entretanto, ofendida pelas palavras da lebre, desafiou-a para uma corrida.

A lebre, confiante em sua velocidade, concordou em competir com a tartaruga, mas como a tartaruga era claramente mais lenta, a lebre lhe deu uma grande vantagem. A corrida começou, e a lebre logo deixou a tartaruga para trás.

No entanto, à medida que a lebre corria, ela se tornou arrogante e convencida de que venceria facilmente. No meio da corrida, ela decidiu fazer uma pausa e tirar uma soneca à sombra de uma árvore. Acreditando que a tartaruga nunca a alcançaria, a lebre adormeceu.

Enquanto isso, a tartaruga continuou a se mover lentamente, mas constantemente em direção à linha de chegada. Eventualmente, a lebre acordou e correu para a linha de chegada, mas foi tarde demais. A tartaruga, com seu esforço constante, já havia cruzado a linha de chegada e vencido a corrida.

Moral: 

Essa é uma das mais famosas fábulas infantis. A moral por trás dela é que a determinação e o esforço constante muitas vezes superam a rapidez e o talento natural. Dessa forma, a lebre, por ser arrogante, acabou derrotada. Portanto, a fábula ensina que a constância e o esforço são virtudes valiosas e que não devemos subestimar aqueles que parecem mais lentos ou menos talentosos, pois eles podem alcançar o sucesso através de sua determinação e esforço constante.

2 – O Corvo e o Jarro (Esopo)

Certa vez, um corvo estava muito sedento. Ele viu um jarro de água no chão, mas o nível da água estava muito baixo para que ele a alcançasse com o bico e bebesse. O corvo tentou, tentou, mas não conseguiu alcançar a água. 

O corvo não desistiu. Ele começou a pegar pequenas pedras do chão e jogá-las no jarro. Com cada pedra que ele colocava, o nível da água subia um pouco. Ele continuou a fazer isso até que a água chegou perto o suficiente da borda para que ele pudesse beber e matar sua sede.

Moral da fábula infantil: A inteligência e a criatividade podem superar desafios. Dessa forma, o corvo encontrou uma maneira engenhosa de resolver seu problema, em vez de desistir.

Essa é a essência da fábula “O Corvo e o Jarro” de Esopo, que enfatiza a importância da perseverança e da busca de soluções criativas quando enfrentamos dificuldades.

3 – O Leão e o Rato (Esopo)

Certa vez, em uma floresta, um leão, o rei dos animais, capturou um pequeno rato. O rato implorou pelo seu perdão, prometendo que um dia retribuiria o favor. O leão, inicialmente zombando da ideia de que um rato tão pequeno poderia ajudá-lo, concordou em liberar o rato.

Algum tempo depois, o leão ficou preso em uma rede de caçadores. Ele rugiu e lutou para se libertar, mas a rede era forte. O rato, que havia jurado ajudar o leão, ouviu seus rugidos e correu para o local. Com seus dentes afiados, o rato roeu a rede até que o leão pôde se soltar.

Moral:

A moral desta fábula é que pequenos atos de bondade podem ser recompensados, e que não se deve subestimar ninguém, independentemente de seu tamanho ou posição. Assim, a história ensina que a gentileza e a gratidão são virtudes valiosas, e que ajudar os outros em momentos de necessidade pode levar a boas ações recíprocas.

A fábula infantil “O Leão e o Rato” ilustra como a generosidade e a compaixão podem criar laços positivos e levar a resultados favoráveis. Embora o leão fosse muito mais poderoso que o rato, ele escolheu não matá-lo e, em vez disso, mostrou misericórdia. O rato, por sua vez, cumpriu sua promessa de ajudar o leão quando este estava em apuros, mesmo que suas habilidades parecessem modestas em comparação com as do leão.

4 – A Cigarra e a Formiga (Esopo)

No auge do verão, uma cigarra canta alegremente e se diverte o dia todo, sem se preocupar em trabalhar. Enquanto isso, uma formiga trabalha diligentemente para armazenar comida para o inverno. A cigarra zomba da formiga, dizendo que ela deveria relaxar e aproveitar o verão.

No entanto, quando o inverno chega, a cigarra se encontra com fome e frio, incapaz de encontrar comida. Ela bate à porta da formiga, pedindo ajuda. A formiga, que se preparou para o inverno, oferece a comida que coletou e abriga a cigarra.

Moral:

A moral desta fábula é que o trabalho árduo, a previdência e a preparação para o futuro são virtudes importantes. Assim, as recompensas vem para quem trabalha duro e planeja com antecedência, enquanto a preguiça e a falta de previsão podem levar a dificuldades no futuro. Além disso, a história também destaca a importância da compaixão e da ajuda mútua.

5 – A Raposa e as Uvas (Esopo)

Certa vez, uma raposa faminta avistou um cacho de uvas maduras pendurado em uma videira alta. Ela tentou pular e saltar para alcançá-los, mas os uvas estavam fora de seu alcance. A raposa tentou várias vezes, mas sem sucesso.

Frustrada e incapaz de alcançar as uvas, a raposa afastou-se, dizendo: "Essas uvas provavelmente estão azedas de qualquer maneira, não as queria."

Moral:

A moral dessa história é que as pessoas frequentemente desvalorizam o que não podem alcançar ou obter. Essa é uma das fábulas infantis curtas que pode demonstrar como a frustração pode levar alguém a rejeitar algo desejado, apenas porque está fora de alcance. Isso destaca a tendência humana de justificar a falta de sucesso menosprezando o que é inatingível.

6 – O Lobo em Pele de Cordeiro 

Um lobo desejando capturar um cordeiro sem assustá-lo, decidiu se disfarçar. Ele encontrou a pele de um cordeiro e a vestiu, cobrindo-se completamente. Parecendo um cordeiro, o lobo se infiltrou no rebanho de ovelhas e se aproximou de um cordeiro real.

O lobo começou a conversar com o cordeiro e a lisonjeá-lo, tentando convencê-lo de que não era uma ameaça. O cordeiro, desconfiado, fez algumas perguntas ao lobo, como "Por que você tem dentes tão grandes?", mas o lobo respondeu com evasivas.

Finalmente, o cordeiro percebeu a verdadeira identidade do lobo disfarçado e tentou fugir, mas já era tarde demais. O lobo o capturou e o devorou.

Moral:

A moral da história “O Lobo em Pele de Cordeiro” é que as pessoas nem sempre são o que parecem, e é importante ser cauteloso com as aparências enganosas. Essa é uma das mais importantes fábulas infantis curtas para serem contadas para crianças. Afinal, precisamos ser aptos a reconhecer indivíduos enganosos que podem tentar esconder suas verdadeiras intenções por trás de uma aparência amigável ou inofensiva.

7 – O Velho, o Menino e o Burro (Esopo)

Certo dia, um velho homem e seu jovem neto estavam viajando com seu burro de uma aldeia para outra. Eles tinham que atravessar várias aldeias ao longo do caminho. Inicialmente, o velho homem estava montado no burro, enquanto o jovem garoto caminhava ao lado dele.

Quando chegaram à primeira aldeia, as pessoas começaram a criticá-los, dizendo: "Que vergonha! O velho está confortavelmente montado no burro enquanto o pobre garoto tem que caminhar." Ouvindo isso, o velho homem decidiu descer do burro e permitir que o garoto montasse.

Na próxima aldeia, à medida que passavam, as pessoas começaram a murmurar: "Olhem para aquele jovem desrespeitoso montado no burro, enquanto seu pobre avô tem que andar." Ouvindo isso, o velho homem e o garoto decidiram montar juntos no burro.

Então, quando chegaram à terceira aldeia, as pessoas começaram a rir e zombar deles, dizendo: "Que tolos! Sobrecarregar o burro assim é cruel para o pobre animal." Diante das críticas, o velho homem e o garoto decidiram descer do burro e carregar o animal nas costas.

À medida que chegaram à próxima aldeia, as pessoas ficaram chocadas e começaram a zombar ainda mais, exclamando: "Olhem para esses dois tolos! Eles carregam o burro como se fosse uma carga! Que absurdo!" Percebendo que era impossível agradar a todos, o velho homem e o garoto pararam, soltaram o burro e continuaram a viagem a pé.

Moral:

A moral da fábula infantil “O Velho, o Menino e o Burro” é que tentar agradar a todos pode ser impossível e levar a resultados ruins. Dessa forma, tome decisões com base em princípios sólidos e no que é certo. Portanto, essa história destaca a impossibilidade de evitar críticas quando se tenta agradar a todos, já que independentemente do que fizessem, as pessoas sempre tinham algo a dizer.

8 – A Galinha dos Ovos de Ouro (La Fontaine)

Havia uma vez um fazendeiro que possuía uma galinha especial. Esta galinha não era como as outras, pois todos os dias ela punha um ovo de ouro sólido. O fazendeiro estava encantado com sua galinha e a riqueza que ela lhe proporcionava. Todos os dias, ele coletava o ovo de ouro e vendia, acumulando uma fortuna.

No entanto, com o tempo, o fazendeiro se tornou impaciente e ganancioso. Ele começou a pensar: "Se a galinha põe um ovo de ouro por dia, imagine a quantidade de ovos que ela deve ter dentro de si!" Ele queria enriquecer mais rápido e não estava satisfeito com a ideia de esperar um dia de cada vez.

Então, em um ato de impaciência e ganância, o fazendeiro decidiu matar a galinha para pegar todos os ovos de ouro que ela supostamente estava escondendo em seu interior. Quando ele abriu a galinha, descobriu que seu interior era como o de qualquer outra galinha, não havia ovos de ouro. Ele havia perdido sua fonte constante de riqueza.

Moral:

A fábula da “Galinha dos Ovos de Ouro” ensina uma importante lição sobre a ganância, a impaciência e a importância de valorizar o que já temos. Ela destaca como a busca por ganhos rápidos e o desejo por mais podem levar a perdas significativas. Portanto, a moral da história é que é importante valorizar e preservar o que já possuímos em vez de sacrificar isso em busca de ganhos imediatos e, muitas vezes, inalcançáveis. Essa é uma das fábulas infantis que alerta sobre as consequências negativas da ganância e da falta de gratidão.

9 – O Urso e os Viajantes (Esopo)

Certa vez, dois amigos estavam viajando juntos por uma floresta. Enquanto estavam na mata, um enorme urso selvagem apareceu repentinamente diante deles. Os dois amigos ficaram apavorados e correram para escapar do urso.

Um dos amigos, sendo mais ágil, conseguiu subir em uma árvore e se esconder nas copas. No entanto, o outro amigo, que não era tão rápido, não teve tempo de subir na árvore e, em vez disso, se jogou no chão e fingiu-se de morto, na esperança de que o urso o ignorasse.

O urso se aproximou do amigo caído, cheirou-o e pareceu farejar sua respiração. Por um momento, o amigo fingindo-se de morto segurou a respiração, com medo de que o urso o atacasse.

No entanto, o urso, não vendo nenhuma ameaça do amigo fingindo-se de morto, afastou-se e foi embora. O amigo que se escondeu na árvore desceu e se juntou ao amigo que sobreviveu.

O amigo que se escondeu na árvore perguntou ao que fingiu-se de morto: "O que o urso cochichou em seu ouvido enquanto estava perto de você?" O amigo respondeu: "O urso me disse para ser cauteloso com amigos que fogem quando você mais precisa de ajuda."

Moral: A moral da fábula “O Urso e os Viajantes” é que, em tempos de perigo e adversidade, é importante contar com a amizade e o apoio dos outros. Amigos verdadeiros ficarão ao seu lado quando você mais precisar de ajuda, e essa fábula destaca como a lealdade e o apoio mútuo são valores inestimáveis.

10 – A Raposa e o Corvo (La Fontaine)

Um corvo estava empoleirado em um galho de uma árvore, segurando um pedaço de queijo em seu bico. Ele estava muito orgulhoso do queijo, achando que era uma iguaria deliciosa. Abaixo da árvore, uma raposa observava o corvo com olhos cobiçosos.

A raposa, sendo astuta e enganadora, começou a elogiar a beleza e a majestade do corvo, dizendo que ele era o pássaro mais espetacular da floresta. A raposa disse que, se o corvo tivesse uma voz tão bonita quanto sua aparência, ele seria o pássaro mais admirável de todos.

O corvo, lisonjeado por todos os elogios, abriu o bico para provar que tinha uma voz bonita. No entanto, ao fazer isso, deixou cair o queijo, que a raposa prontamente pegou e comeu. O corvo percebeu que tinha sido enganado e ficou envergonhado com sua vaidade.

Moral:

A moral da fábula “A Raposa e o Corvo” é que a vaidade e a lisonja podem levar a erros e perdas. Dessa forma, não fique facilmente lisonjeado e tenha cuidado com pessoas que fazem elogios excessivos com segundas intenções. A história também destaca a astúcia da raposa.

11 – A Cegonha e a Raposa (La Fontaine)

Certa vez, uma raposa convidou uma cegonha para jantar. Ela queria provar sua sagacidade e decidiu preparar uma sopa deliciosa para o encontro. No entanto, a raposa serviu a sopa em pratos rasos, o que a permitiu lamber e desfrutar, mas a cegonha, devido ao seu longo bico, não conseguiu comer nada.

A cegonha, apesar de ficar com fome e sentir-se desrespeitada, manteve sua compostura. Ela agradeceu à raposa pelo jantar e convidou-a para jantar em sua casa no dia seguinte.

No dia seguinte, a cegonha serviu à raposa uma sopa em jarros altos e estreitos. A raposa não conseguia alcançar a sopa com sua língua e ficou frustrada e faminta.

A cegonha explicou à raposa que agora ela entendia como se sentira no jantar anterior, quando não conseguira comer a sopa. Ela mencionou que o jantar deveria ser uma experiência agradável e igual para ambos, e a raposa percebeu sua lição sobre humildade e empatia.

Moral:

A moral da fábula “A Cegonha e a Raposa” é que a empatia e a consideração pelos outros são virtudes importantes. Ou seja, trate sempre os outros da maneira que você gostaria de ser tratado.

12 – O Lobo e o Cordeiro (La Fontaine)

Um lobo e um cordeiro se encontraram em uma margem de um rio, onde ambos estavam bebendo água. O lobo estava posicionado montante, enquanto o cordeiro estava bebendo água mais abaixo, onde a correnteza fluía.

O lobo, sendo um predador natural e faminto, começou a procurar uma desculpa para atacar o cordeiro. Ele começou acusando o cordeiro de sujar a água, impedindo-o de beber. No entanto, o cordeiro, com humildade e sinceridade, tentou se defender.

O cordeiro explicou que era impossível que ele tivesse sujado a água, pois estava bebendo água corrente e qualquer sujeira que ele pudesse ter causado teria sido levada pela correnteza até o lobo. Além disso, o cordeiro lembrou ao lobo que ele era apenas um cordeiro indefeso e que o lobo era muito mais forte e poderoso.

No entanto, o lobo, determinado a capturar a sua presa, não estava disposto a aceitar a lógica do cordeiro. Ele continuou a acusar o cordeiro e a aumentar suas ameaças. Finalmente, em um ato de pura injustiça e predatória crueldade, o lobo declarou: "Bem, se não foi você, foi seu pai." Em seguida, atacou e devorou o cordeiro sem qualquer justificativa real.

Moral:

A moral da história é que os opressores muitas vezes usam desculpas injustas e infundadas para justificar suas ações opressivas. A fábula denuncia a hipocrisia e a crueldade dos poderosos que tiram vantagem dos mais fracos, mesmo que suas justificativas sejam claramente falsas. Ela ensina a importância de resistir à injustiça e de se opor à opressão, mesmo quando as autoridades ou os poderosos estão envolvidos.

13 – O Rato da Cidade e o Rato do Campo (Esopo)

Certo dia, um rato da cidade foi visitar seu primo, um rato que vivia no campo. O rato da cidade estava impressionado com a vida luxuosa de seu primo no campo, onde havia muito espaço e abundância de comida. Eles desfrutaram de uma refeição farta e depois descansaram em um ambiente tranquilo e agradável.

O rato da cidade, no entanto, logo começou a sentir falta de sua vida na cidade e das comodidades que ela oferecia. Ele reclamou ao rato do campo que sua vida era dura, pois ele sempre tinha que se esconder e correr para evitar perigos. O rato do campo, surpreso com isso, disse que preferia uma vida simples e segura no campo a viver com medo na cidade.

Nesse momento, um gato selvagem apareceu, e os ratos tiveram que correr para se esconder. O rato da cidade viu o quão vulneráveis eram naquele ambiente e decidiu retornar à cidade, onde, apesar dos perigos, ele pelo menos tinha um lugar para se esconder.

Moral:

A moral da fábula “O Rato da Cidade e o Rato do Campo” é que é melhor viver com simplicidade e segurança do que em uma vida de luxo e riqueza constante com medo e perigo. Ela destaca como a segurança e a paz de espírito superam a ostentação e os perigos da vida na cidade.

14 – A Raposa e o Gato (La Fontaine)

Certa vez, uma raposa e um gato se encontraram na floresta. A raposa, orgulhosa de sua astúcia e habilidade em escapar de situações difíceis, começou a falar sobre todas as artimanhas que ela conhecia para escapar de perigos. Ela explicou como poderia enganar caçadores, cães e outros predadores.

O gato, por outro lado, tinha apenas um truque: pular em uma árvore e subir o mais alto possível para escapar dos perigos. Ele não tinha as muitas estratégias da raposa.

Enquanto a raposa continuava a se vangloriar de suas habilidades, caçadores apareceram na floresta. A raposa tentou usar suas artimanhas, mas acabou encurralada pelos cães e capturada. O gato, no entanto, imediatamente subiu em uma árvore, ficando fora de alcance.

Moral:

A moral da fábula “A Raposa e o Gato” é que é melhor ser habilidoso em uma única coisa do que ser presunçoso sobre muitas habilidades que não podem ser colocadas em prática quando necessário. Dessa maneira, a história destaca como a simplicidade e a eficácia podem ser mais valiosas do que a ostentação de habilidades inúteis.

15 – O Pescador e o Peixe Dourado

Certo dia, um pescador idoso lançou sua rede no mar, na esperança de pegar peixes para alimentar sua família. Após algumas tentativas, ele finalmente puxou uma rede que estava incrivelmente pesada. Ao abri-la, ele ficou surpreso ao encontrar um peixe dourado, brilhante como o sol. O peixe falou com o pescador, implorando para ser solto em troca de conceder três desejos.

O pescador, apesar de sua surpresa, libertou o peixe, acreditando que a vida do peixe valia mais do que qualquer desejo. Ele voltou para casa, onde sua esposa ficou chateada por ele não ter feito nenhum pedido.

No dia seguinte, o pescador voltou ao mar e encontrou o mesmo peixe dourado. Mais uma vez, o peixe pediu para ser solto em troca de três desejos. O pescador concordou, mas, dessa vez, fez um pedido simples por uma casa maior e melhor.

Quando ele voltou para casa, sua esposa ficou encantada com a casa e começou a sonhar com riquezas e poder. No entanto, o pescador estava contente com sua nova casa e não desejava mais. Mas no dia seguinte, a esposa insistiu que ele fosse ao mar para fazer mais pedidos.

O pescador retornou e, mais uma vez, encontrou o peixe dourado. Mas, desta vez, ele se recusou a fazer mais pedidos, pois estava feliz com o que tinham. O peixe dourado agradeceu ao pescador e desapareceu no mar.

Moral:

A moral de “O Pescador e o Peixe Dourado” de Pushkin é que a ganância e a busca incessante por mais riqueza e poder podem levar à perda do que é verdadeiramente valioso. A história destaca a importância da satisfação com o que temos e da moderação em nossos desejos.

16 – O Escorpião e o Sapo

Certo dia, um escorpião estava à beira de um rio e queria atravessá-lo. No entanto, ele não sabia nadar e estava com medo de se afogar. O escorpião viu um sapo nadando perto e pediu ao sapo que o ajudasse a atravessar o rio.

O sapo estava hesitante, pois tinha ouvido histórias sobre a natureza venenosa do escorpião e temia ser picado. O escorpião, percebendo a hesitação do sapo, prometeu que não o picaria e que ambos chegariam com segurança ao outro lado do rio.

O sapo concordou e permitiu que o escorpião subisse em suas costas. Eles começaram a nadar juntos pelo rio. No entanto, quando estavam no meio do rio, o escorpião picou o sapo. O sapo, enquanto sentia o veneno se espalhar por seu corpo, perguntou ao escorpião por que ele havia quebrado sua promessa.

O escorpião respondeu: "Não posso evitar minha natureza. É da minha natureza ser venenoso, assim como é da sua natureza ser um sapo." E assim, tanto o escorpião quanto o sapo afundaram no rio, perecendo juntos.

Moral:

A moral da fábula “O Escorpião e o Sapo” é que a natureza de uma pessoa ou criatura é difícil de mudar. Portanto, ela destaca como a natureza intrínseca de alguém pode ser mais forte do que suas promessas ou intenções.

Essa fábula infantil ilustra a ideia de que o comportamento das pessoas muitas vezes é determinado por sua natureza ou caráter intrínseco. Ela enfatiza que, embora alguém possa fazer promessas ou demonstrar boas intenções, a natureza básica de uma pessoa pode prevalecer. Portanto, é importante ser cauteloso ao confiar em alguém que demonstrou comportamento negativo em seu passado, pois sua natureza pode levá-los a repetir esse comportamento, independentemente de suas promessas de mudança.

17 – O Sapo na Panela 

Certo dia, um sapo foi colocado em uma panela com água fria. Inicialmente, o sapo estava confortável na água fria, mas não percebeu que alguém havia acendido o fogo sob a panela. A temperatura da água começou a aumentar lentamente, mas o sapo, sendo uma criatura de sangue frio, não notou a mudança. Ele continuou a nadar na água, adaptando-se gradualmente à temperatura crescente.

Conforme o tempo passava, a água na panela ficava cada vez mais quente, mas o sapo não percebia o perigo. Ele se ajustava à temperatura em constante aumento e não fazia nada para escapar da panela. Eventualmente, a água atingiu o ponto de ebulição, e o sapo, incapaz de suportar o calor extremo, morreu na panela.

Moral:

Ao ler essa história, podemos concluir que pessoas ou criaturas podem se adaptar gradualmente a situações prejudiciais ou perigosas, mesmo quando poderiam escapar se agissem mais rapidamente. Portanto, isso serve como uma metáfora para a complacência e a falta de ação diante de situações problemáticas que podem piorar gradualmente.

18 – O Pastorzinho Mentiroso (Esopo)

Certo dia, um jovem pastor estava encarregado de cuidar de um rebanho de ovelhas em uma colina. Sentindo-se entediado e querendo chamar a atenção dos aldeões, o pastorzinho teve uma ideia travessa. Ele correu até a aldeia gritando: "Lobo! Lobo! Um lobo está atacando as ovelhas!"

Os aldeões, preocupados com a segurança das ovelhas, correram para ajudar o pastorzinho, trazendo consigo cães e ferramentas para afastar o lobo. No entanto, quando chegaram à colina, descobriram que o pastorzinho havia inventado a história do lobo para se divertir à custa deles.

Os aldeões, irritados e frustrados, voltaram para a aldeia, repreendendo o pastorzinho por sua brincadeira imprudente. O pastorzinho riu da situação e não deu muita importância ao acontecido.

Alguns dias depois, um lobo de verdade apareceu no campo e atacou as ovelhas do pastorzinho. O pastorzinho gritou desesperado por socorro, gritando: "Lobo! Lobo! Desta vez é real!" No entanto, os aldeões, lembrando da brincadeira anterior, ignoraram os apelos de ajuda do pastorzinho.

O lobo atacou o rebanho impiedosamente, matando várias ovelhas. O pastorzinho percebeu que, por causa de suas mentiras anteriores, ninguém acreditou nele quando a ameaça era real.

Moral:

A moral da fábula do Pastorzinho Mentiroso é que a mentira e a desonestidade têm consequências graves. Ela destaca a importância da credibilidade e da honestidade, bem como a ideia de que, se alguém é constantemente desonesto, ninguém acreditará quando estiver dizendo a verdade.

A fábula do Pastorzinho Mentiroso ensina às crianças e adultos sobre os perigos da mentira e a importância da credibilidade. Ela ilustra como a desonestidade repetida prejudica a capacidade de alguém ser levado a sério, mesmo quando está dizendo a verdade. Portanto, a história ressalta que a honestidade é uma qualidade valiosa que deve ser cultivada para que as pessoas confiem em nós quando realmente precisamos de ajuda ou apoio.

19 – O Burro e o Cavalo

Certa vez, um cavalo e um burro trabalhavam juntos em uma fazenda. O cavalo estava descontente com a quantidade de trabalho que realizava e reclamou ao burro, dizendo que estava exausto e queria trabalhar menos.

O burro, com simpatia, aconselhou o cavalo a se fingir de doente para que o fazendeiro percebesse que ele estava sobrecarregado e o aliviasse de suas tarefas. O cavalo seguiu o conselho e começou a agir como se estivesse doente, recusando-se a trabalhar e parecendo fraco e abatido.

Preocupado com o cavalo doente, o fazendeiro começou a usar o burro para realizar as tarefas que eram do cavalo. O burro, inicialmente satisfeito por ter menos trabalho, logo percebeu que estava trabalhando mais do que nunca, pois agora ele tinha que fazer o seu próprio trabalho e o do cavalo doente.

Posteriormente, o burro ficou ressentido com o cavalo e a amizade entre os dois ficou comprometida.

Moral:

Ao não pensar nas consequências do seu conselho, o burro prejudicou a si mesmo. A história nos lembra que a falta de consideração das consequências pode resultar em problemas para todas as partes envolvidas. Portanto, tenha cuidado e responsabilidade ao aconselhar e agir.

20 – O Cão e o Osso (Esopo)

Um cão estava atravessando um rio com um osso na boca. Ele olhou para a água e viu sua própria imagem refletida nela. Pensando que a imagem do osso refletido na água era um osso maior e mais saboroso, soltou o osso que tinha para pegar o que viu na água. No entanto, assim que soltou o osso, ele afundou na água, e o cão ficou sem nada.

A moral desta fábula é que a ganância pode levar à perda do que já temos. O cão tinha um osso, mas por desejar mais do que tinha, acabou perdendo tudo. Ela nos lembra de sermos contentes com o que temos e não sermos gananciosos, pois a ganância pode nos levar a perder coisas valiosas.

Moral:

A moral da fábula “O Cão e o Osso” de Esopo é que a ganância pode levar à perda do que já temos. O cão tinha um osso, mas sua ganância por um osso maior o levou a perder o osso que já estava em sua posse. Assim, a história nos ensina a valorizar o que temos e a ser gratos, em vez de cobiçar mais do que realmente precisamos. Ela destaca como a busca incessante por algo melhor pode resultar na perda do que já é valioso.

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