A saga “Quarta Asa” (The Empyrean), escrita por Rebecca Yarros, se tornou rapidamente um fenômeno editorial, misturando romance intenso, cenas de ação e a presença marcante de dragões num cenário militarista. Mas afinal, qual é a ordem dos livros de Quarta Asa, e o que esperar de cada um deles?
A série, composta por livros com reviravoltas emocionantes e segredos sombrios, é perfeita para os fãs de grandes livros de fantasia épica que gostam de histórias com protagonistas inteligentes, mundos complexos e um toque de mistério. Abaixo, você encontrará a ordem dos livros da Quarta Asa com mais detalhes sobre cada livro da saga.
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1. Quarta Asa (The Empyrean – Livro 1)
O primeiro volume da ordem dos livros da Quarta Asa nos apresenta ao mundo de Navarre, onde jovens são treinados no Instituto Militar Basgiath para se tornarem cavaleiros de dragão. A protagonista, Violet Sorrengail, é forçada por sua mãe a abandonar os estudos como escriba e ingressar no Quadrante dos Cavaleiros, apesar de seu corpo frágil e problemas de saúde.
O livro é marcado por provas de sobrevivência brutais, alianças forçadas e a conexão mental entre cavaleiro e dragão, um dos pontos mais interessantes da obra. No entanto, o foco do enredo rapidamente se volta para o romance entre Violet e Xaden Riorson, um cadete poderoso e enigmático. A suposta tensão “enemies to lovers” nunca se consolida de fato, tornando o romance previsível e dominante demais.
Como leitor acostumado a obras de fantasia com camadas mais complexas, achei este volume bastante superficial. A política do mundo é mal explorada, os conflitos são resolvidos com facilidade e o enredo se apoia excessivamente na atração entre os protagonistas.
Sentimento: Frustração com um universo subaproveitado.
Recomendo para: Leitores que priorizam romance em suas leituras de fantasia e apreciam histórias mais voltadas ao drama pessoal do que à construção de mundo.
2. Chama de Ferro (The Empyrean – Livro 2)
No segundo volume da ordem dos livros da Quarta Asa, Violet inicia seu segundo ano na academia de Basgiath, agora com status, habilidades e conexões mais fortes. Há um claro aumento na escala dos conflitos e mais detalhes sobre os Venin, uma ameaça mágica obscura e antiga. O livro tenta introduzir uma mitologia mais densa e algumas reviravoltas políticas, mas muitas respostas continuam sendo adiadas.
Apesar de momentos emocionantes e algumas revelações, a narrativa ainda gira em torno do romance com Xaden e das dúvidas sobre suas intenções. As cenas de batalha ganham mais destaque, mas os diálogos continuam melodramáticos e o desenvolvimento dos coadjuvantes permanece raso. O livro tenta amadurecer Violet, mas em vários momentos ela ainda parece imatura, assim como os dilemas emocionais dos personagens.
Sentimento: Leve evolução, mas ainda aquém do potencial.
Recomendo para: Quem gostou do primeiro livro e quer continuar acompanhando o casal principal, mesmo com o ritmo irregular.
3. Tempestade de Ônix (The Empyrean – Livro 3)
O terceiro volume da ordem dos livros de Quarta Asa, lançado em 2025, prometia respostas e grandes avanços, mas entrega uma experiência ambígua. Violet enfrenta as consequências da transformação de Xaden e lida com a descoberta de novos sinetes, incluindo a possibilidade de controlar o poder dos sonhos. Os mistérios acumulados nos livros anteriores continuam sem grandes soluções, e a narrativa se torna ainda mais focada em angústias internas e teorias.
A autora insere diversos elementos simbólicos e pistas para os próximos volumes, como conexões com entidades divinas, horcruxes disfarçadas e paralelos com o mundo dos sonhos. No entanto, para quem busca progressão clara na história e maior protagonismo dos dragões ou da política de Navarre, este livro pode soar como mais uma promessa adiada.
Sentimento: Curiosidade, mas também fadiga narrativa.
Recomendo para: Leitores que gostam de decifrar pistas e teorizar sobre universos fantásticos, mesmo com narrativa arrastada e foco reduzido na trama principal.
Considerações finais sobre a saga Quarta Asa
A ordem dos livros de Quarta Asa revela uma saga com potencial interessante, mas que opta por priorizar o romance e os dilemas pessoais em detrimento de um worldbuilding mais profundo. Para leitores que, como eu, se encantam com sistemas de magia consistentes, dilemas morais complexos e tramas políticas robustas, a série pode soar rasa e repetitiva.
Ainda assim, reconheço o apelo emocional da obra para quem busca escapismo romântico e personagens intensos. Os dragões são um ponto forte, apesar de subutilizados, e a mitologia dos sinetes e dos Venin ainda guarda possibilidades.
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