Vai fugir da folia? 5 livros perfeitos para escapar do Carnaval
Enquanto parte do país se prepara para o bloco, existe um outro tipo de fuga acontecendo: silenciosa, intencional, transformadora.
Se você prefere trocar glitter por profundidade, aqui estão 5 livros que eu já li e que funcionam perfeitamente para atravessar o Carnaval longe da agitação.
Bartleby, o escrivão – Herman Melville
A história de Bartleby, o escrivão é simples: um advogado contrata um novo escrivão para seu escritório em Wall Street. No começo, tudo parece normal. Até que, diante de uma tarefa rotineira, Bartleby responde:
“Preferiria não fazê-lo.”
A partir daí, começa uma resistência silenciosa que desconstrói completamente a lógica do trabalho, da obediência e do sentido da vida moderna.
É curto. Estranho. Incômodo. E perfeito para começar o Carnaval questionando tudo.
A Mão Esquerda da Escuridão – Ursula K. Le Guin
Em A Mão Esquerda da Escuridão, um emissário humano chega ao planeta Gethen para convencer seus habitantes a entrarem numa aliança interplanetária. O problema? Nesse mundo, as pessoas não têm gênero fixo.
O que começa como diplomacia vira uma jornada política e existencial sobre identidade, poder e humanidade.
Não é um livro de nave espacial.
É um livro sobre como enxergamos o outro.
Perfeito para o segundo dia, quando você já desacelerou de verdade.
A Arte da Guerra – Sun Tzu
Escrito há mais de dois mil anos, A Arte da Guerra analisa como vencer batalhas antes mesmo de entrar nelas.
Não há narrativa tradicional. São princípios curtos sobre estratégia, conflito, cálculo e autocontrole.
Você mesmo já percebeu que o hype corporativo é exagerado. Mas lido com calma, ele funciona quase como um exercício mental.
Ideal para o meio do feriado: rápido, direto e reflexivo.
Vidas Secas – Graciliano Ramos
Em Vidas Secas, Uma família de retirantes atravessa o sertão nordestino fugindo da seca. Fabiano, Sinhá Vitória, os dois filhos e a cachorra Baleia vivem numa realidade dura, marcada por miséria e silêncio.
Não há romantização.
É um livro seco como o cenário que retrata, mas profundamente humano.
Enquanto o país explode em cor, essa leitura exige introspecção.
O Homem Bicentenário – Isaac Asimov
O Homem Bicentenário traz um robô chamado Andrew que começa a desenvolver algo inesperado: o desejo de se tornar humano.
A história acompanha sua jornada por reconhecimento, identidade e mortalidade.
É curto. Fluido. E fecha o Carnaval com uma pergunta simples e poderosa: O que realmente nos torna humanos?
Fugir da folia também é uma escolha
Nem todo mundo quer multidão. Às vezes, a melhor fantasia é a que está nas páginas de um livro.
E se você vai atravessar o Carnaval em silêncio, que seja com histórias que realmente valem a pena.
Nota editorial: este artigo foi originalmente publicado em 14 de fevereiro de 2026 e atualizado pela última vez em 14 de fevereiro de 2026 para refletir mudanças recentes e novas informações verificadas.
Sobre o Autor
0 Comentários